Quarta-Feira, 20 de Dezembro de 2017 - 08:15 (Colaboradores)

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LIVRE

SERÁ QUE É MESMO APENAS UMA MINORIA QUE DESRESPEITA SUA CIDADE E SEUS VIZINHOS?

Que exige serviços e bate no peito dizendo ter seus direitos, mas jamais dá nada em troca; que jamais renuncia a nada; que só vive em função de si mesma.


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Compreende-se a indignação de alguns, mas que não se diga que o que aconteceu foi uma surpresa, algo inesperado, um evento que jamais poderia ser imaginado. Nada disso! Pelo contrário, aconteceu o óbvio, o normal, aquilo que se registra todos os dias, em cada dia na vida desta gigante e problemática Porto Velho. O carinho com que os trabalhadores e as equipes do DER trataram a locomotiva que foi colocada no Espaço Alternativo, como  uma nova e importante atração para os frequentadores, não refletiu a forma como um grupo de pessoas decidiu utilizar a velha Maria Fumaça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Claro que os atos de desrespeito e até algo de vandalismo não refletem a forma como a grande maioria dos frequentadores do local utilizou a atração especial no “Espaço”! Mas é essa minoria que sempre preocupa. É aquela que não cuida da frente da sua casa. É aquela que percorre bairros, a procura de locais onde possa jogar lixo. É aquela que vai a córregos e canais para jogar pneus, fogões, sofás e até barcos velhos, como se tem visto em vários pontos da Capital. É aquela que se adona das ruas e do trânsito, desrespeitando todos os demais, fazendo manobras assustadoras, colocando em risco suas vidas e as dos outros. É a mesma minoria que ocupa vagas de estacionamento de idosos e deficientes. Que joga lixo pela janela do carro. Que só vive em função do próprio umbigo e não em um pingo de espírito solidário. Que não tem espírito comunitário.

São muitas minorias. Serão, em todos os exemplos citados, as mesmas pessoas? Claro que há um percentual delas que praticam todo o tipo de desrespeito com sua cidade, com seus vizinhos, com a coletividade. Mas, lamentavelmente, quando se procura a minoria, chega-se a conclusão de que ela não é tão pequena assim. Destruir o patrimônio público, arrancar lâmpadas, tirar a grama recém plantada, também  são coisas comuns em Porto Velho. O episódio do trenzinho do Espaço Alternativo, em que pais não ensinaram suas crianças que algo tão belo e simbólico mereceria carinho e não esculhambação, infelizmente, nada tem de isolado. Não está na hora de cada um de nós, porto velhenses, darmos uma olhada no espelho e, ao invés de só condenarmos as ações dos outros, fazermos uma auto avaliação e questionarmos o que temos feito por nossa cidade e pelos outros? Não adianta só se indignar pelas redes sociais com fotos e textos. A gente tem que dar exemplos práticos, senão todo o protesto parecerá apenas encenação!

SÃO PAULO, DIRETO!

Cinco novos voos da Latam vão ligar Porto Velho ao sul do país. São voos que saem de São Paulo de nas segundas, quartas, quintas, sextas e domingo, sempre entre 21h30 e 21h45, horário de lá. A saída de Porto Velho até Guarulhos, principal aeroporto da capital paulista, sairá nas primeiras horas da madrugada, menos nas quartas e nos domingos. Como isso, a ligação com o sul ficará facilitada, porque atualmente os voos vão só até Brasília, onde o usuário tem que comprar novos trechos. Ainda não foram divulgados os valores dos bilhetes, mas a empresa aérea está otimista com os novos voos que oferecerá, saindo e chegando no aeroporto internacional Jorge Teixeira, a partir, provavelmente, de março do ano que vem. O Jorge Teixeira, aliás, vai começar a ganhar inovações em breve, quando serão instalados os primeiros “finger”, que levarão os passageiros de dentro da área de embarque até a aeronave. A internacionalização do aeroporto também está na agenda, para começar a se tornar realidade entre meados do ano que vem e 2019.

E A MARIA FUMAÇA DO NOSSO PASSEIO?

O prefeito Hildon Chaves anunciou mais uma daquelas obras grandiosas, de “reativação” da praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. O dinheiro, cerca de 23 milhões, virá dos cofres da Santo Antônio Energia, como contrapartida ao município. O consórcio vai contratar as empresas para a mudança profunda anunciada. A mais importante delas, certamente, será a proteção da área, que em 2014 foi atingida em cheio pela maior cheia da história do rio Madeira. Só em pedras, para proteger a área da EFMM, serão investidos mais de 2 milhões de reais. Pena que ninguém falou naquilo que todos queriam ouvir: volta ou não o trenzinho que fazia o passeio do centro da cidade até Santo Antônio? Há dias atrás, o secretário Antônio Ocampo havia comentado com um amigo jornalista que o trem do passeio iria voltar. Ao menos até agora, essa informação extremamente otimista do secretário não foi confirmada. O que se fala é que há graves problemas técnicos, impedindo a volta do passeio. Ora, em pleno século 21, com tanta tecnologia e inovações de engenharia, seria que é impossível mesmo a volta da nossa Maria Fumaça?

NOVAS MUDANÇAS NA SEMTRAN

No trânsito da cidade, mudança de novo. O jovem Fábio Sartori não será mais o secretário. Atuará sim, mas dentro da sua especialidade, que é a engenharia de trânsito e organização do sistema. Ficará como adjunto da Semtran, enquanto o adjunto anterior, Carlos Henrique Costa, é quem vai comandar a Secretaria. A decisão do prefeito Hildon Chaves é de bom senso. Fábio está começando uma carreira e, ainda, não conhece profundamente a cidade, já que é de Vilhena. Carlos Costa tem grande experiência, conhece profundamente os principais problemas da cidade, relacionados com a complexidade do trânsito. A dupla, em conjunto com a equipe da Semtran, tem um grande desafio para o ano que começa: reorganizar a cidade, tentar diminuir o número de acidentes; sinalizar melhor e realizar, em parceria com o Dentran, campanhas de educação de trânsito que traga resultados práticos. Há anos que não se vê alguma mudança radical no trânsito, a não ser para pior. Quem sabe a partir de agora as coisas mudam?

A DIREITA NO PODER

Sebastian Piñera é a direita no poder. A eleição do novo presidente chileno recoloca parte importante da América Latina nas mãos dos que, ate há poucos, eram ojerizados, porque representavam, segundo a esquerda que domina a região há pelo menos duas décadas, o retrocesso e a involução democrática. Não é o que o povo tem pensado. Depois de anos sob comando da esquerdista Michelle Bachelet, os chilenos desistiram do sonho de um Estado absoluto, dominando os setores, exageradamente intervencionista e com obesidade mórbida de tantos “companheiros” em tantos cargos e optaram por um caminho da iniciativa privada; do Estado mínimo, da economia de mercado. A mídia esquerdista já começou a tentar esculhambar o eleito legitimamente, destacando, por exemplo, que Piñera cometeu muitas gafes, quando presidiu o país anteriormente. Os enormes avanços do povo chileno, é claro, ficam num terceiríssimo plano, nas análises  dos jornalistas que vivem sob a ideologia da turma à esquerda. Pior de tudo: essa nova direção do eleitor pode “contaminar” outros países latino americanos, incluindo um deles, o maior de todos, abaixo da linha do Equador.

O PMDB NÃO EXISTE MAIS

Vai mudar alguma coisa, além do nome? Espera-se que sim. Que o fim do PMDB e a volta do MDB (o nome oficial do partido, desde esta terça), representante também o retorno do partido que fez oposição ao governo militar; que enfrentou a ditadura; que teve gente como Ulysses Guimarães, Pedro Simon, Paulo Brossar, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, algumas das mais importantes lideranças políticas da história recente do país. O governador Jerônimo Santana, emedebista de primeira hora, morreu sem pronunciar o nome da sigla como PMDB. Para ele, só existiu o velho e sólido MDB. O PMDB se tornou uma colcha de retalhos, reunindo gente de várias raízes políticas e, na verdade, nunca foi um partido ideológico. O foi o antigo MDB, que agora está retornando, cheio de planos e sonhos. “Não é uma volta para o passado, mas um passo gigantesco para o futuro”, disse Romero Jucá, o presidente do partido,  ao falar sobre a mudança. Esperamos que não seja só discurso.

NOSSA CARNE MUNDO AFORA

Enquanto  a maioria dos Estados está em situação cada vez pior e setores da produção lutam desesperadamente para superar a crise em todo o país, o agronegócio vive momentos especiais. Não fosse a produção do campo, o Brasil estaria em situação muito pior do que está. Rondônia se destaca nesse quadro, em praticamente todo o tipo de produção primária. Mas é no setor da carne que damos um salto incrível, ao ponto de nossas exportações terem crescido mais de 14 por cento, computando-se os números até novembro, em relação ao ano passado. Ou seja, como dezembro também vai bem, a expansão do nosso produto principal mundo afora nos levará a um crescimento ainda maior, quando findarem os levantamentos relativos a 2017. Nossas exportações de carne, para mais de 40 países, superaram os 511 milhões de dólares. Crescemos 9 por cento no volume físico, com a venda de mais de 138 mil toneladas. A carne rondoniense, de alta qualidade, amplia seu mercado Planeta afora. É ela que pesa muito na hora de se mostrar os nossos números altamente positivos do agronegócio.

PERGUNTINHAS

Suas compras de Natal estão sendo maiores ou menores do que as que realizou no ano passado? Afinal, a crise ficou longe de Rondônia ou atingiu você e sua família também?

Fonte: Sergio Pires/NewsRondônia

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