Quarta-Feira, 13 de Dezembro de 2017 - 08:40 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: ACERTANDO OS PONTEIROS - POR LEO LADEIA

Na ação o registro de aproximadamente 100 mil cargos comissionados na Administração Federal com um dado perverso: são pagos R$3,47 bilhões por mês com servidores em cargos de confiança e comissionados.


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FRASE DO DIA:

“Num país em que 290 mil cidadãos pobres mofam atrás das grades sem julgamento, a Suprema Corte cogita rever a regra que prevê a prisão de larápios VIPs condenados um par de vezes, na primeira e na segunda instância."– Josias de Souza, jornalista

1-Balaio de gatos

Conta a velha piada: “O PSDB é um partido de amigos formado 100% por inimigos”. Rachado até o tucupi os tucanos celebraram numa convenção para inglês ver o novo presidente do partido, Geraldo Alckmim.

Como são inimigos cordiais vaiaram o Aécio e deram um “chega prá lá” no Artur Virgílio e ele elegantemente publicou uma carta particular que havia sido endereçada ao Geraldo. A carta começa com “Caro Geraldo”, passa por “para o Instagram da Rede 45 (conta oficial do PSDB), eu simplesmente “não fui” à convenção. Que feio!” e encerra com “companheiro, enfrente-me em campo aberto. Ou perderemos mais uma eleição e nos tornaremos cada vez mais irrelevantes na cena política brasileira. Saudações tucanas. Arthur Virgílio Neto”. Pura cortesia...

A CAERD soltou uma nota burocrática dizendo que a cidade está sem água desde o domingo em função de um problema de energia elétrica. Se alguém da empresa soubesse mesmo o que se passa por lá poderia ter corrigido a data citada na nota vez que a falta d’água começou na sexta feira. Se tivessem compromisso com o consumidor alertariam sobre o fato antes que as torneiras secassem. Aliás, em matéria de engabelar o consumidor a “quebradinha” faz bonito. A promessa tantas feitas de que “até o fim do ano teremos 100% de agua tratada”, virou o mantra da mentira.

Ele voltou. Desta vez não para falar de água tratada, construção da ponte no Bairro da Balsa, ou duplicação da BR 364, ou possível candidatura, ou esticando a “cabeza” no voto do impeachment, ou de importante emenda para Candeias do Jamari. Bem posicionado, não esticou o pescoço. Já escolado ficou ligado no laço de fita e no click da câmera. Aí esticou o braço e vejam na foto, todo torto, mas de corpo inteiro, o deputado Garçon, inaugura um pedaço do viaduto. É a foto do ano!

4-Ajustando a mira

A Lava Jato encontrou um adversário digno de registro. O deputado Carlos Marun não tem limites. Bate boca, tripudia, dança e lança veneno e suspeitas sobre qualquer fato, pessoa e autoridade à sua frente. Relator da CPMI da JBS, Marun pediu que a PF investigue visitas do executivo Ricardo Saud, da J&F, a senadores, entre 2014 e 2016, para pedir apoio a pretendentes a ocupar vaga de ministro do STF. A sutileza paquidérmica tem endereço certo: Luiz Edson Fachin teria tido ajuda dos irmãos Batista para viabilizar sua indicação à Suprema Corte. Não há menção a Fachin, mas o ministro é o relator da Lava Jato no STF e foi quem homologou o acordo de delação da JBS. Como pediu Jucá lá atrás, “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria". E assim vai...

5-Drible da vaca

O ministro Fachin deu um drible da vaca. Pôs Temer no freezer, levou Loures à churrasqueira e o Dr. Segóvia da PF nem viu por onde a mala passou. Segovia, indicado por Temer disse assim que foi empossado que uma mala como a que Rocha Loures recebeu da JBS, com R$ 500 mil, não dá a certeza de ter havido corrupção.

Em tese é verdade, mas ele não se ligou no relatório da PF que registrou “com vigor”, evidências da participação do próprio Temer nos delitos que conduziram à filmagem de Rocha Loures correndo com a mala. E agora? Como deletar se já está na nuvem?

6-Acertando os ponteiros

A OAB ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão por faltar de regulamentação do artigo 37, inciso V, da Constituição que disciplina as condições e percentuais mínimos para cargos públicos de confiança e comissão que devem ser ocupados por servidores de carreira.

“No momento em que faltam recursos para educação, segurança, justiça e saúde, cabe aos gestores o comedimento na nomeação de cargos que, muitas vezes, são supridos para satisfazer os acordos políticos, sem que o interesse coletivo seja levado em consideração”, diz o presidente da OAB. Na ação o registro de aproximadamente 100 mil cargos comissionados na Administração Federal com um dado perverso: são pagos R$3,47 bilhões por mês com servidores em cargos de confiança e comissionados, ou seja, 35% de toda a folha de pagamento do funcionalismo público da União, que é de R$ 9,6 bilhões mensais. É muita grana para recebermos poucos serviços de qualidade.

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Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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