Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017 - 14:50 (Colaboradores)

L
LIVRE

A GRILAGEM DE TERRAS - POR CARLOS SPERANÇA

Em Rondônia, temos uma das situações mais agravadas do País causadas pelas disputas de terras. Só no ano de 2016 foram 21 mortes, 88 presos em 106 áreas em conflitos.


Imprimir página

A grilagem de terras na Amazônia atinge dezenas de municípios, principalmente nos Estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas. Só em Rondônia, são mais de 100 invasões, e para reduzir os conflitos fundiários seria necessário a regularização de pelo menos 35 mil propriedades.

Em alguns Estados, a falsificação de títulos de propriedades foi alvo até de CPI, como ocorreu no vizinho estado do Amazonas, onde foram descobertas muitas escrituras falsificadas na região de Canutama, que faz divisa com o extenso município de Porto Velho.

Em Rondônia, temos uma das situações mais agravadas do País causadas pelas disputas de terras. Só no ano de 2016 foram 21 mortes, 88 presos em 106 áreas em conflitos. A esperança é que a medida provisória da regularização fundiária recentemente homologada consiga dar um paradeiro num verdadeiro banho de sangue.

As reviravoltas

Num cenário de várias reviravoltas durante o ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acabou se firmando como o presidenciável do partido, levando a melhor sobre o prefeito de São Paulo, João Dória, e o ex-governador José Serra, na convenção nacional do final de semana, na disputa da presidência nacional da legenda. Resta saber se o espólio tucano valerá alguma coisa em 2018. Boa estrutura a sigla tem.

Chamuscados

Chamuscados por manterem o desgastado presidente Michel Temer (PMDB) no poder desde o impeachment da atrapalhada presidente Dilma Rousseff, os tucanos buscam novos rumos para a eleição do ano que vem. O desembarque do Planalto já começou, e os ministros tucanos vão deixando o poder passo a passo, mas referendando a aprovação da reforma da Previdência, um tema espinhoso eleitoralmente.

As incógnitas

Ao contrário de jornadas passadas, o pleito ao governo do Estado em 2018 começa com várias incógnitas. Sem controle do partido, Maurão terá apoio do PMDB, para se lançar candidato? Daniel Pereira, o Pereirinha (PSB) assumirá o governo querendo disputar a reeleição?

Expedito convencerá Ivo Cassol e o prefeito Hildon Chaves que é a melhor alternativa da coalizão formada por eles? Ivo Cassol se lançará candidato, mesmo condenado e sangrando?

Os desconhecidos

As eleições de 2018 têm tudo para se tornar o pleito dos desconhecidos, principalmente para as cadeiras da Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. A rejeição da classe política e aqueles que detêm mandato é enorme. Tanto deputados estaduais como federais, ao invés de fiscalizar o Executivo, acabam se rendendo aos mensalinhos, se tornando vacas de presépio contumazes. Em Rondônia o cenário é diferente?

Votos da Universal

Buscando o apoio da Igreja Universal, do bispo Edir Macedo, o deputado estadual Ezequiel Junior (Machadinho), também ingressou no PRB.

O projeto de reeleição está difícil para todos os parlamentares estaduais, e o representante da região do Vale do Jamari acredita que com este apoio poderá lhe garantir. Aliás, este foi o mesmo motivo que levou o deputado federal Lindomar Garçon a assumir a legenda no Estado.

Via Direta

*** A região amazônica tem os quatro Estados com a menor cobertura de abastecimento de água tratada no País, conforme levantamento a respeito do projeto da universalização dos serviços de água e esgoto *** Por mais incrível que possa parecer, PA, AC, RO e AP, onde correm grandes rios, com enormes bacias hídricas, são os Estados com menos água tratada distribuída à população *** Pior mesmo é o ranking dos Estados da região Norte no que se refere ao esgoto sanitário, onde Rondônia ocupa o penúltimo lugar entre os Estados.

Fonte: Carlos Sperança - News Rondônia

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias