Sexta-Feira, 08 de Dezembro de 2017 - 17:18 (Geral)

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BANCOS CONTINUAM DESRESPEITANDO CONSUMIDORES COM DEMORA ABUSIVA NAS FILAS; BB LIDEROU QUEIXAS NESTA SEXTA 8

As filas em bancos tornaram-se um verdadeiro martírio a correntistas, sobretudo a idosos, aposentados, gestantes e a grupos de interesses por conta da demora no atendimento.


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Porto Velho, Rondônia – Não é de hoje que reclamações feitas por correntistas indignados com a demora abusiva que sofrem em filas intermináveis por conta do atendimento praticado pelos bancos nesta Capital e não são apuradas pelas autoridades nem pelo Banco Central do Brasil.

No Estado, a Lei 4008, de março deste ano. De autoria do deputado, Maurão de Carvalho, ‘a lei dispõe sobre o pagamento de indenização pelas instituições bancárias aos seus usuários, quando atendidos em horário excedente ao limite máximo de espera, nos termos da Lei 3.522, de 24 de março de 2015’.

As filas em bancos tornaram-se um verdadeiro martírio a correntistas, sobretudo a idosos, aposentados, gestantes e a grupos de interesses por conta da demora no atendimento. Na maioria das agências locais, ‘a demora já é considerada proposital’ em virtude da legislação não cumprida.

Na manhã desta sexta-feira (8), o tempo quase fechou na Agência D. Pedro II do Banco do Brasil. As filas, gigantescas devida à redução de pessoal, possibilitou uma demora inaceitável no atendimento. 

Na agência matriz da CAIXA, quem quiser ser atendido com mais folga é obrigado a madrugar se contorcendo nas encostas e paredes do prédio da Avenida Carlos Gomes a D. Pedro II.

- É no Banco do Brasil que o gargalo imposto pelas filas intermináveis mais massacra os correntistas nativos, desabafam usuários vindos do interior e da periferia.

Nem mesmo o pessoal das equipes do ‘Posso Ajudar’, a maioria composto de jovens aprendizes, ao menos nas Agências CAIXA e do Bradesco, ‘tem podido, realmente, ajudar os correntistas’, porque o entrave é na dinâmica errônea de se tratar as pessoas a partir da formação das filas em sistema indiano.

Ao fazer um fortíssimo desabafo, depois de enfrentar mais de 2,5 horas em pé, micro-empresário da produção de alimentos se irritou com o que classificou de ‘descaso com os clientes’ devido à demora no atendimento nas bocas do caixa e no sistema multi-banco do BB, agências Centro.

No geral, apesar da vigência de leis municipais , estaduais e federais existentes, as filas nas agências parecem não acabar. Se na vida urbana, Porto Velho não atende às demandas da população, nas agências bancárias ‘o atendimento é muito pior’, desabafa beneficiário do Programa Bolsa Família’ que, nesta quarta 8, madrugou à porta da Agência CAIXA, na avenida Carlos Gomes.

Conforme pesquisa deste site em agências de controle governamental, bancos como o do BB (Banco do Brasil), ‘continuam desrespeitando lei de tempo de espera em filas, o que excede na paciência dos correntistas’.

Uma fonte do PROCON, em Porto velho, diz que ‘no âmbito federal a Lei determina que o tempo máximo no setor de caixas previsto é de até 20 minutos’. No caso especifico das leis municipais e estaduais, esse tempo é o mesmo. Porém, ‘nunca foram respeitadas pelos banqueiros, o que as torna inócuas ao longo da não sua vigência’, sobretudo na praça comercial de todo o Estado rondoniense.

Na busca de Lei específica no âmbito do município, não foi possível se obter junto à Procuradoria Geral (PGM), com a inexistência de uma Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, ‘ninguém falou sobre o assunto’. 

Nacionalmente, em outros municípios, grupos de interesses têm acesso fácil aos números exatos sobre o ranking de reclamações nos PROCON, cujas leis determinam o tempo máximo de espera em filas que o banco deve atender aos clientes nos caixas.

Mesmo assim, porém, frisa o consultor Manoel Rivaldo (banca em Porto Velho), ‘as agências bancárias continuam sendo alvos constantes de denúncias em face à demora no atendimento’.

Por fim, em casos comprovados de demora de prazo excedente ao permitido em lei, ‘os correntistas e consumidores devem ajuizar reclamatórias por desrespeito, na inicial, nos PROCON e/ou diretamente nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais’ a fim de obterem uma prestação jurisdicional mais rápida.

Fonte: NewsRondônia

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