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Sabado, 05 de Dezembro de 2020

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POLÍTICA & MURUPI: SERTÃO JÁ VIROU MAR - POR LEO LADEIA

Até agora o MPF aponta um sobre preço nos serviços da ordem de R$ 33.931.699,46.
Sexta-Feira, 01 de Dezembro de 2017 - 08:33

"[...] comecei a ter contato com a J&F antes da delação acontecer. Respondia perguntas, refletia sobre o caso e não estou negando nada disso. Fiz uma avaliação e não cometi crime, espero mesmo que apurem os fatos, mas eu cometi um erro brutal de avaliação. Eu fiz uma lambança"– Marcelo Miller. Reproduzida em função de minha lambança ao creditar a frase a Deltan Dallagnol (Sorry Zé Carlos – Banzeiros – de Sá e leitores)

1-Aécio: l’enfant terrible

Fico a imaginar que razões que levaram o STF a desprezar sua história e credibilidade para livrar Aécio Neves da condenação que já havia sido proferida a troco de algo impossível de entender.

Aécio era investigado, tinha vida dupla, costumes reprováveis – os colegas tucanos abertamente falavam disso – mas o STF bancou a aposta, aguentou o desgaste, colocou-se e principalmente a presidente Carmem Lúcia numa saia justa nacional e agora o neto de Tancredo – seu patrimônio mais relevante – está envolvido em coisa chã: telefone em nome de “laranjas”. Coisa de bandido.

2-Chegou a vez das ONGs

Para quem não pode sequer ouvir o termo “ONGs da Amazônia”, o baculejo do TCU é especial. O TCU desconfia que existe rolo grande na aplicação de recursos captados para o Fundo Amazônia.

Será oportunidade de saber o destino de tanta grana do exterior – R$ 2,8 bilhões – e que foi parar nas mãos de gente que nunca pisou na floresta ou que acha que índio é avatar azul. Para o TCU, a “rede de ONGs que tem influído direta e intensamente nas políticas ambiental e indígena e nos órgãos que as conduzem é a mesma que se beneficia dos recursos internacionais injetados no fundo”. Extremismos à parte – há ONGs sérias e necessárias – é bom passar o pente fino.

3-Sertão já virou mar

A PF e o MPF estão atrás do dinheiro desviado da transposição do Velho Chico. A operação Caribdis caça ratos em Maceió, Salvador, Limeira e Brasília que atuaram fraudando a licitação de parte da transposição, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e formação de bando.

Até agora o MPF aponta um sobre preço nos serviços da ordem de R$ 33.931.699,46. O rolo era esperado. Agora resta saber quais empresas, órgãos e políticos atuaram como consórcio da roubalheira da transposição. O sertão já virou mar da corrupção. E o nordestino ainda vai dizer: roubou, mas fez.

4-Enrustindo o provolone

Sabe aquele cidadão que é meio deputado e meio presidiário? Vivia na boa vida, deputado de dia e preso de noite. Na Câmara comia do bom e do melhor, tinha assessores, hora do lanche, café queijo, biscoito e de noite cama dura da Papuda. Um dia Celso Jacob – é o seu nome – do PMDB-RJ se atrapalhou com o turno e resolveu misturar um pouco do bem bom da Câmara com o diabo da Papuda.

Um Provolone e um biscoito, nada mais. Enfiou o roliço provolone na “zona do agrião” ali pelas partes pudendas e com a cueca acobertando o malfeito, foi para a Papuda. Foi pego e já perdeu o benefício de poder trabalhar na Câmara. Sobre o Provolone, bem nada se sabe.

5-Deletando o passado

Luciano Huck disse que não quer ser mais político e nem mais brincar de presidente da república. Huck já pode até recuperar as fotos de Aécio Neves que havia deletado. Já Bolsonaro está numa sinuca de bico.

Aliado de Moisés Rivaldo, que foi preso hoje no Amapá pela Operação Minamata, só tem uma foto para deletar mas muito para negar, bolou uma estratégia militar: enfiou o senador Randolfe Rodrigues no rolo e fez prova com uma foto do Randolfe e Moisés durante a  campanha do atual prefeito de Macapá, Clécio Luiz. Apagar fotos ou apagar o passado eis a questão.

6-Asfaltando a pinguela

O STF decide no dia 13 de dezembro o que pretende fazer com as apurações contra denunciados que estão no mesmo processo de denúncias do presidente Michel Temer até que ele – presidente – deixe o posto e o Palácio do Planalto. As duas denúncias contra Temer foram suspensas após a Câmara negar seguimento aos processos neste ano: uma por organização criminosa e obstrução de Justiça e outra por corrupção passiva. O STF vai decidir se por força da ligação entre os fatos estende a imunidade aos outros. Se tudo correr como previsto, a pinguela será asfaltada e todos ficarão felizes. Menos a pinguela que continuará sendo uma precária pinguela que um dia vai cair.

leoladeia@hotmail.com
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Fonte - Léo Ladeia / NewsRondônia

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