Domingo, 26 de Novembro de 2017 - 20:42 (Geral)

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HOJE É DIA DAS MULHERES QUEBRAREM O SILÊNCIO CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA; VAI HAVER MANIFESTAÇÃO NA PRAÇA GETÚLIO VARGAS

A desistência, por parte das vítimas que renunciam ao prosseguimento das ações no âmbito do Judiciário, igualmente, será um dos temas abordados na manifestação deste domingo.


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Porto Velho, Rondônia – Depois que um grande número de mulheres no mundo resolveu quebrar o silêncio contra a violência doméstica, ainda assim, não se sabe ao certo o ranking total de casos que levaram acusados à prisão, plenamente.

Na Capital Porto Velho, neste domingo (26),, a partir das 17h30, no largo da Praça Getúlio Vargas, no centro, entidade de defesa dos direitos  da mulher, em manifestação ecumênica, pretendem fazer valer a quebra do silêncio sobre a rotina diária em que ‘a maioria é vitima de assédio sexual, moral e até mortas sem a devida apuração dos casos’.

Nesta tarde, de acordo com interlocutores do movimento, palavras de ordem serão dadas ao público, como  ‘precisamos quebrar o silêncio’ o que ‘fazia sozinha àquela hora da madrugada’, ‘a culpa nunca é do acusado de estupro’ e artimanhas do gênero usadas pelos acusados que não admitem que” mulheres podem e devem exercer o seu sagrado direito de IR e VIR’.      

Pesquisa deste site de veiculação de imprensa atestou, na quinta-feira (23), num dos fóruns da cidade, contudo, que, ‘o número de casos à espera do pedido das vítimas para que as ações tenha continuidade, por parte do Judiciário, é ainda muito grande’.

Nesse ponto, ‘o trabalho nas delegacias podem ficar prejudicado, vez que uma parte maior dos inquéritos que apuram as denúncias ao chegarem em Juízo, ‘sofreriam uma parada quase total por conta da ausência das vítimas nos dias de audiência para que  das ações tenham prosseguimento’, revelam os consultores Manoel Rivaldo. João Lemes e José Ricardo Costa.

A desistência, por parte das vítimas que renunciam ao prosseguimento das ações no âmbito do Judiciário, igualmente, será um dos temas abordados na manifestação deste domingo. Da mesma forma, ‘a falta de estrutura ao poder público para oferecer segurança de vida às mulheres vítimas de violência e crimes correlatos’, anunciam outros interlocutores do evento.

Na maioria dos casos em que as vítimas ‘travam’, por sua conta e risco, ‘a continuidade das ações judiciais, autoridades policiais e ministeriais nada podem fazer’ pois o ato de desistir de alguma decisão, na inicial, ‘é previsto em lei’, afirma José Ricardo Costa, patrono de alguns controversos fora do Foro de Porto Velho.  

Dando prosseguimento á programação do evento deste domingo (26), a poetisa e ativista Vivien Carelli, apresentará parte do seu trabalho em favor das mulheres a fim de que seu brado possa sensibilizar os praticantes e este chegar aos ouvidos do poder público’.

Afora o presente ato, outras manifestações serão realizadas no Estado, no País e no mundo por conta do dia ‘Dia Internacional Contra a Violência Doméstica’. Em Porto Velho, pode-se afirmar que, ‘mesmo que haja desistência nos processos, os comportamentos tendem a mudar no âmbito municipal, vez que a parte maior das mulheres tende a quebrar o silêncio para revelar suas histórias para conter os abusos sofridos’, reiteram os consultores ouvidos por oNEWSRONDONIA.

Fonte: NewsRondônia

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