Domingo, 26 de Novembro de 2017 - 09:09 (Colaboradores)

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BUROCRACIA INFERNAL: RONDÔNIA JOGA DINHEIRO FORA, PERDENDO GRANDES NEGÓCIOS COM A BOLÍVIA

PERGUNTINHA:Quem foi fazer compras na já famosa Black Friday fez mesmo bons negócios e gastou muito menos ou caiu no golpe que teriam praticado alguns comerciantes, que aumentaram tremendamente seus preços e depois anunciaram descontos de até 70 por cento?


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Estamos perdendo milhões de reais. Nosso prejuízo aumenta cada vez que uma nova barreira surge; cada vez que um obstáculo burocrático é colocado. Rondônia poderia dar um salto nas suas exportações. E para nossos vizinhos mais próximos. Não fosse a infernal burocracia e, também, a corrupção que grassa em vários setores, estaríamos hoje vendendo inúmeros produtos primários para a Bolívia (como milho, feijão, café e muitos outros), além de milhares de toneladas de calcário, que temos em abundância e eles não têm e trazendo, para cá, sal e ureia, que temos que importar de rotas distantes. As dificuldades são tão imensas, como barreiras invisíveis colocadas nos dois lados da fronteira, que os empresários têm que ter muita coragem e persistência, para não mandar tudo para os quintos dos infernos e desistir de continuar trabalhando duro para que o comércio bilateral Brasil/Bolívia prospere. Além da burocracia e da corrupção, ainda outros ingredientes que prejudicam nossas negociações com os vizinhos. Uma delas é o sistema de transporte e áreas de preservação. Só um exemplo: é proibido que carretas, necessárias ao transporte de mercadorias, possam rodar próximo ao Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques, fronteira com a Bolívia. Há necessidade de que o DER abra e torne transitável uma estrada alternativa, que facilitaria o envio e o recebimento das mercadorias, quando os negócios forem feitos. O Governo já prometeu a obra, mas até agora não fez nada em relação a ela. Nesse vai e vem, empresários dos dois lados lamentam as perdas, porque conhecem o potencial deste negócio,  que seria  extremamente positivo para ambos.

O empresário César Cassol, dono de uma das maiores minas de calcário da região, que tem investido pesado nas possibilidades de negócios com a Bolívia, tem sofrido na pele todas as dificuldades que lhe são impostas. E ele é apenas um exemplo. Há dezenas de outros. Mesmo com todos os esforços que têm depreendido, as dificuldades encontradas são de tal monta que, se ele não fosse obstinado, desistiria deste mercado. “Sou apenas um empresário. Quem tem que resolver essas questões burocráticos e de facilitação dos negócios é a classe política, são governantes e os que detém o poder”, comenta. E o faz com razão. Há poucas ações concretas para resolver a parafernália burocrática, por exemplo. O vice governador Daniel Pereira tem trabalhando muito nesse sentido, mas por enquanto parece uma andorinha, solitária, tentando resolver a complexidade do que há a enfrentar. Mesmo com tudo o que um enorme mercado bilateral pode significar para Bolívia e Rondônia, estamos ainda vivendo de querelas e questiúnculas  que impedem que os negócios cresçam. Estamos, nós e os bolivianos, perdendo muito dinheiro, por falta de ação e de visão. Até quando vamos continuar perdendo?

ALAGAÇÕES E TORNEIRAS SECAS

Uma parte da cidade fica embaixo d´água. Noutra, tem é seca, mesmo em tempos de inverno amazônico. Vários locais de Porto Velho são atingidos pelas alagações, muitos deles com a contribuição dos porcalhões que jogam de tudo dentro dos canais (nesta semana, o prefeito Hildon Chaves mostrou nas redes sociais a retirada de uma bicama de dentro de um deles, algo absurdo) e em outras regiões, onde até há água suja que invade as casas, as torneiras estão secas. Centenas de famílias ficam uma e até duas semanas sem água. Num desses episódios, grande número de moradores do Residencial Porto Belo II, ao lado do Orgulho do Madeira, fecharam a Rua Osvaldo Ribeiro, na Zona Leste. Estavam há exatos 12 dias, sem abastecimento d´água. A Caixa Federal, responsável pelo condomínio popular, ignora os pedidos desesperados de solução dos moradores.  Para a Caerd, essa gente não existe. Não há quem os defenda nem quem resolva o problema deles. Restou apenas fechar a rua, colocar fogo em madeiras e pneus e chamar a atenção para a situação terrível que toda aquela gente está vivendo. Até agora, não adiantou nada. Todos os (ir)responsáveis, como sempre, continuam lavando as mãos...

SÓ UM POR CENTO

Tem alguns postulantes às eleições de 2018 que levariam um grande susto, se tivessem acesso a algumas das últimas pesquisas realizadas em Porto Velho. Há algumas lideranças que estão bem na foto, sim, mas nomes que já foram considerados quentíssimos perante o eleitorado de Porto Velho, pelas pesquisas atuais estão andando ladeira abaixo. Como o colunista empenhou a palavra de que iria preservar a fonte, vai fazê-lo. Mas os números são inegáveis. Um desses pré candidatos que são citados como praticamente certo entre os eleitos da futura bancada, cantado em prosa e verso, aparece numa das pesquisas feitas na semana passada com apenas 1 por cento das intenções de voto. Isso mesmo! Um por cento. Obviamente que o quadro aponta o momento atual e tudo pode ser modificado daqui para a frente e em direção ao pleito de 18, mas que é preocupante é mesmo. Mais adiante, quando as coisas começarem a serem postas e as candidaturas oficializadas, os números de hoje poderão ser confirmados ou não. Mas quem tem vida pública e não passa de 1 por cento em pesquisa, mesmo um ano antes da eleição, tem algum futuro?

A SAÚDE DA SESAU

Semana de emoções para o secretário de saúde do Estado, Williames Pimentel e sua equipe. Primeiro, a melhor notícia dos últimos dias: duas meninas, queimadas pelo padrasto que matou a mãe delas e depois se matou, foram milagrosamente salvas pelas equipes do Hospital de Base. As crianças receberam inclusive implante de pele nas áreas queimadas, estão se recuperando e já não correm risco de morte. No mesmo dia, nessa sexta, Pimentel foi a Rolim de Moura, comandar a equipe itinerante da Policlínica Osvaldo Cruz que fará mais de três mil atendimentos e acabou personagem. Disse, pelas redes sociais, que “criou coragem” e acabou retirando um sinal de pele, atendido por uma equipe da própria POC. Enquanto parte da cúpula da Sesau estava em Rolim, outro evento ocorria em Porto Velho, no Palácio Rio Madeira/CPA. Uma servidora da secretaria, que está fazendo tratamento para doença mental há algum tempo, entrou no prédio armada de uma faca e ameaçava se matar. Foi contida e não aconteceu nada demais, além do susto. Tudo isso marcou uma sexta diferente para o pessoal  da Sesau testar seus nervos e sua saúde...

TODOS SAEM PERDENDO

A campanha municipal está de volta? Pelo menos é o que parece, no bate boca público entre o prefeito Hildon Chaves e o deputado estadual Léo Moraes, que foram adversários na disputa pela prefeitura da Capital, quando, no segundo turno, Hildon foi eleito com grande vantagem. Léo denunciou, da tribuna da Assembleia, que a Prefeitura estava ignorando as emendas que ele, na condição de deputado representante de Porto Velho, estaria encaminhando à Prefeitura. O discurso foi duro. Pouco tempo depois, Hildon Chaves respondeu. Negou qualquer dificuldade em acatar emendas e, em nota, disse que, pelo contrário, ele corre atrás de qualquer recursos, venha de onde vier, que possa ajudar o município. Aproveitou para dar uma alfinetada no seu adversário: afirmou que Léo poderia estar sofrendo ainda de trauma de derrota eleitoral. Léo Moraes retrucou, afirmando que os projetos que deveriam ser executados com suas emendas nunca o foram e que o Prefeito “deixe de ter cor partidária”. É o típico debate em quem ninguém ganha. Os dois podem sair perdendo, perante a opinião pública. Mas, pior que tudo, é a comunidade que sai perdendo, quando suas lideranças estão em confronto político-partidário.

NOSSA CRISE É BEM MENOR...

Confusão, correria, ranger de dentes, empurra-empurra: tudo isso para fazer compras. Não parece surreal neste país de uma das maiores crises econômicas de toda a História? Em Porto Velho, contudo, a crise existe, mas é muito menor. Ao ponto de superlotar as Lojas Americanas, filial localizada na avenida Carlos Gomes. Na Black Friday, a loja, que oferecia descontos especiais aos seus clientes, dentro do período dessa promoção, que ate há pouco tempo existia apenas nos Estados Unidos, mas foi sempre copiada mundo afora, inclusive, é claro, pelos comerciantes brasileiros. Em Porto Velho, várias lojas venderam muito bem, nos centros comerciais que aderiram às promoções. Mas nenhuma certamente teve tanta gente quanto a grande loja da Carlos Gomes. Enquanto uma pequena multidão esperava as portas abrirem, desde as quatro da manhã, por perto havia sim sinais claros da crise que, embora menos dura, também atingiu lojistas por aqui: várias lojas e pontos comerciais da própria Carlos Gomes, além do único cinco estrelas da Capital, o  Hotel Vila Rica, estão com suas portas fechadas.

CRIMES DENTRO DA CADEIA

Acostumados ao delito, ao crime, a falsear e mentir, dois ex governadores do Rio, presos, foram flagrados de novo, dentro da cadeia, fazendo o que mais sabem fazer: enganando e tentando levar vantagem, mesmo na condição de presidiário. Sérgio Cabral era abastecido, certamente com aval da direção da cadeia e dos agentes penitenciários, senão não conseguiria, com o que há de melhor em comilança. De camarão a queijos importados. Dentro da cela. Garotinho, que sabe se fazer de vítima, mas quando está solto manda milicianos ameaçar quem não lhe dá dinheiro, inventou que foi atacado dentro da cela onde estava detido. Câmeras de segurança provaram que ninguém sequer se aproximou dele. Ele se autoflagelou, para dizer que está correndo risco de vida. Uma vergonha. É esse tipo de gente que o eleitor coloca no poder em um dos mais importantes estados da Nação brasileira. O crime no Rio começa de cima para baixo e se espalha qual câncer. Enquanto canalhas dessa estirpe forem colocados em cargos públicos pela população, não haverá saída pra o Brasil. Vamos mesmo para o fundo do abismo..

PERGUNTINHA

Quem foi fazer compras na já famosa Black Friday fez mesmo bons negócios e gastou muito menos ou caiu no golpe que teriam praticado alguns comerciantes, que aumentaram tremendamente seus preços e depois anunciaram descontos de até 70 por cento?

Fonte: Sergio Pires

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