Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017 - 09:27 (Geral)

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FALTA ESTRATÉGIA COMPLETA E EFICAZ AO MUNICÍPIO PARA DAR DESTINAÇÃO AO LIXO E VALORIZAÇÃO AOS CATADORES

Em meio a urubus e camundongos homens, mulheres e crianças se confundem no meio e entorno do lixão da Vila Princesa, a 20 quilômetros da Capital Porto Velho.


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Vila Princesa, Porto Velho – Basta uma simples visitinha à Sub-Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) para se saber que o município ainda não tem uma estratégia própria, completa eficaz para tratar o seu lixo doméstico e hospitalar.

Em meio a urubus e camundongos homens, mulheres e crianças se confundem no meio e entorno do lixão da Vila Princesa, a 20 quilômetros da Capital Porto Velho.

Em média são lançados a céu aberto cerca de 450 toneladas de lixo produzido pela população, empresas, hospitais públicos e particulares, totalizando até 19 toneladas ao mês.

Na ausência de um centro de tratamento especializado de resíduos sólidos, como nas demais gestões, na atual sob a unção do ex-Promotor de Justiça ligado à saúde, agora, prefeito, o tucano Hildon Chaves (PSDB), ‘não sabe como usar outras tecnologias para gerar energia e adubo advindos do lixão’, revela estudioso da UNIR.

Além do lixão, já tantas vezes ameaçado de extinção pelas autoridades, a população da Vila Princesa ‘anda as voltas com a questão da falta de água em 100% nas casas’, revela a acadêmica. Em 2016, equipe da FUNASA tentou implantar melhorias quanto a água e a imunização das áreas afetadas.

Parte dos membros das equipes da extinta SUCAM pelo governo Collor de Mello (ex-PRN), por duas vezes, disseram à Associação de Moradores local que ‘apenas o município poderia tudo junto ao Estado e à União’.

Na curta temporada para análise da qualidade da água e em áreas de suposta contaminação dos lençóis freáticos, os moradores receberam atenção na higiene, no uso do sistema usado para capitação de água a partir do poço da escola. Além de orientações sobre possíveis doenças advindas da coleta de material e produtos coletados, faça chuva, faça sol, do lixão.

Mas a ausência da atuação de órgãos de controle no combate a supostas violações das normas fitossanitárias, de educação ambiental e processamento dos resíduos coletados, diante do avanço do crescimento populacional no âmbito do Município e região, ‘colabora, desde o século passado, à manutenção do ranking em que coloca Porto Velho na 97ª posição por falta de saneamento’, atesta o pesquisador consultado.

Além do lixo produzido pela população desta Capital, a cidade de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros, ‘tornou-se a campeã em exportar lixo à Vila Princesa’. Principalmente depois da extinção do lixão de lá, localizado no Setor Chacareiro, já que funcionava a céu aberto e sem licença ambiental.

No caso especifico de Porto Velho, este site de veiculação de imprensa, investigou e divulga que ‘ao que parece Hildon Chaves, revogar o Inciso II do Artigo 208, da Lei 138/2001, que dava destinação ao lixo, ‘apenas para favorecer e atrair novas empresas’, o que no jargão político ‘pode significar que queira privatizar o lixão da Vila Princesa’.

Uma vez extinto, sem uma política ideal para dar destinação ao lixo da cidade e dos resíduos exportados por Candeias do Jamari, a população da Vila Princesa seja obrigada a ficar sem a única fonte de renda das famílias ali estabelecidas’, diz Francisca.

Segundo os consultores Manoel Rivaldo, José Ricardo Costa e João Roberto Soares, ouvidos por o NEWS RONDÔNIA, ‘o tratamento do lixo na Vila Princesa poderia está entre os mais eficientes no âmbito regional’, já que está à margem de uma rodovia (BR-364) de caráter internacional rumo ao Pacífico’.

Já outros interlocutores especializados, sérios e independentes do viés Prefeitura e do Estado rondoniense, afirmam que, ‘privatizado o lixão da Vila Princesa, ainda assim, a concentração de metais pesados não iria acabar nem desinfetar os santuários que direcionam no rumo de córregos e igarapés que deságuam no Rio Madeira’.

Na controvérsia apresentada por técnicos em meios a órgãos ambientais, este site foi em busca de alternativas às pretensões do município. Numa delas, atestou que ‘os catadores ficarão sem o lixo que dar lucro na forma que é coletado’.

Prova disso, diz Francisca da Silva, ‘é que um futuro centro de tratamento de resíduos sólidos, mesmo com a extinção do lixão da Princesa, deve reaproveitar a mão de obra dos chamados ‘FAZEM TUDO’ por sua habilidade e vivência’, côo ocorre no Japão, na Alemanha e Estocolmo (esta na Suécia).

Enfim, ressaltou a acadêmica de Serviço Social, ‘a atual gestão deve aproveitar a importância econômica, social, humana e ambiental que tiveram, até agora, todos os catadores da cidade no tratamento do lixo produzido pela população, ainda não preparada para lidar com resíduos em aterros sanitários restritos ou não infra-estruturados, como o de Porto Velho’.

Fonte: NewsRondônia

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