Quinta-Feira, 16 de Novembro de 2017 - 16:03 (Geral)

L
LIVRE

POR DIREITOS, ADVERSIDADES E CULTURA, DIA MUNDIAL DA UMBANDA É COMEMORADO EM PORTO VELHO

O ato se revestiu de aceitação popular, até mesmo em meio aos frequentadores do Espaço Cultural Manelão, no hall do Mercado Cultural, durante a tomada das escadarias usadas para os rituais de praxe.


Imprimir página

Porto Velho, Rondônia – Grupos de Axé se reuniram no largo da Praça Presidente Getúlio Vargas, na quarta-feira (15) para celebrar o Dia Mundial da Umbanda e manifestar posições contrárias à intolerância religiosa, o preconceito e o racismo desfavor das minorias étnicas e sociais.

O ato cidadão foi coordenado pela Federação dos Cultos Afro-Religiosos, Umbanda e Ameríndios (FECAUBER), Mãe Nilda de Oxum, que chancelou a ‘Caminhada Pela Paz’ cujo foi evento destinado para todos os segmentos e manifestações religiosas advindas ou não da matriz africana.

Na grade exposta na concentração no Complexo Ferroviário da Madeira Mamoré (EFMM) e durante o percurso da caminhada até o largo da Praça Getúlio Vargas (Mercado Cultural), segundo Mãe Nilda, ‘essas diferenças são problemas do nosso tempo que desafiam a sociedade e coloca a capacidade das pessoas a não tratá-los racionalmente’.

-E nas manifestações pessoais, ao nos perguntarmos sobre tal motivação à intolerância, ao preconceito e ao racismo, por que se pontua tanta intransigência diante daqueles que julgamos diferentes, enfatizou a líder da FECAUBER.

O ato se revestiu de aceitação popular, até mesmo em meio aos freqüentadores do Espaço Cultural Manelão, no hall do Mercado Cultural, durante a tomada das escadarias usadas para os rituais de praxe, onde se desenvolvia a programação semanal do ‘Tacacá Musical’ a cargo da Fundação Cultural.

Foram inseridos na programação ainda os movimentos Negro, Reggae, Religiões de Matrizes Africanas, Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgênero e Inter-sexuais (LGBTI) e demais segmentos da matriz Africana que se irmanaram na defesa do fim da intolerância religiosa, racial e todo tipo de preconceito a fim de que sejam extirpados e trabalhados como adversidades sociais e ações de políticas-públicas contra essas situações a serem inseridas em grades de debates com a sociedade.

UM POUCO DA GENEALOGIA – A Umbamba é uma religião brasileira que teve seu marco inicial durante, à época da escravatura. O povo indígena influenciou muito a formação desta religião, e forneceu elementos importantes para sua Mitologia, como o Catimbó, a Pajelânça e o Teré, por exemplo, afirmam historiadores.

Na seqüência, com a escravidão dos negros, a prática da Umbanda aumentou ainda mais no Brasil e nos demais Trópicos do mundo. Nas senzalas, os escravos negros tinham o costume de incorporar os espíritos conhecidos atualmente como preto-velhos, segundos os quais, ‘se manifestavam para dá conselhos’. 

Fonte: NewsRondônia

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias