Sabado, 24 de Dezembro de 2016 - 08:00 (Artigos)

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CONHECIMENTO PULSIONAL [SÉRIE – CDXXXVIII]

O Conhecimento Pulsional é aquele conteúdo que estabelece uma conexão com o Id na conjunção de forças que fazem mover a psique humana.


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O Conhecimento Pulsional é aquele conteúdo que estabelece uma conexão com o Id na conjunção de forças que fazem mover a psique humana.

Seja o abrreral, as forças, vórtices, energias, excitações físicas, tensões, ondas eletromagnéticas, correntes elétricas, meios e pulsões físicas presentes na natureza.

Seja o Real, o tridimensional, objetos, coisas, tudo que reflete luz que pode ser captado, coisas geradora de estímulo, ser percebido e elemento percebido.

Seja o Inato, partículas internas do objeto, pulsões, ritmos, deslocamentos internos, libido, inibição e excitação interna, forças internas e energias internas.

Seja o Simbólico, os significantes, significados, significação, engramas, procedures, linguagem, neurogramas, conceitos e pensamentos.

Seja o Imaginário ou imagem, projeções lúdicas, imagens, ondulações, projeções imagéticas, vibrações imagéticas e excitações projetivas.

Seja a Realidade o somatório da parcela do Abrreal e do conteúdo Real que ao interagir com o Inato reproduz uma fração do todo dentro do indivíduo com a finalidade de reproduzir de forma mais fiel possível a essência dos entes justapostos presentes na interação deste indivíduo com o meio ao qual esteja ele inserido.

Assim, a pulsão é a força interna do Inato capaz de integrar as demandas do Real que são estabelecidas pelas forças do Abrreal. No qual o circuito pulsional (Id) faz emergir transformações do tipo Simbólica e Imagética que permite a um ser humano se conectar com o mundo a sua volta ao gerenciar a sua Realidade.

A pulsão é esta forma indomável abastecida pelos estímulos que são canalizados pelo corpo, em que os órgãos internos, que envolvem precisamente o sistema nervoso periférico e o sistema nervoso central, montam barreiras com o objetivo disciplinar esta força que passa por uma profunda transformação chamada neste estágio de Id que ao ser gerenciada faz com que o indivíduo transforme as demandas internas em um sistema de comunicação interno com o mundo.

O Id como força pulsionar abastece todos os centros do organismo humano com a pulsação que irá server de transporte de energia para vários órgãos internos.

Quando esta força é transformada em quantitativos ela é chamada de libido, porque se constitui uma reserva de energia.

A libido tem serventia a abastecer mecanismos que precisam de um conteúdo de carga, onde se pode pensar em um sistema que uma força de trabalho é gerada a partir do nível deste conteúdo.

Mas como um organismo pode desencadear estas reservas. Uma questão simples de condicionar os pulsos de energia encaminhados para o sistema nervoso central na porção concentrada de tensões, que distribuem calor como energia transformada em glândulas específicas distribuídas no cérebro cuja descarga dos pulsos é geradora de atividade vital, proliferando uma infinidade de conteúdos hormonais como neurotransmissores e neuromediadores.

Estes conteúdos são as cargas que irão fazer com que a ação continue sendo executada enquanto houver quantitativos hormonais presentes em meio neural.

Assim, novamente a energia é capturada e os processos e processamentos cerebrais passam por outras esferas e formas de interação.

Então estes movimentos pulsionares sofrem grandes transformações no trajeto em que ele é guiado para o atendimento do estímulo.

Até ser totalmente organizado para gerar a resposta planejada pelo processamento cerebral que corresponda a atender à necessidade que corresponderá a ação que o instinto de sobrevivência do organismo assim indicar para retirá-lo de uma zona de perigo ou conflito.

As cargas são distribuídas para elementos vivos consorciados com outras estruturas que também podem ser consideradas vivas que montam um grande ecossistema em que a base do sucesso é o equilíbrio.

Quando uma fonte externa desestabiliza o organismo, o efeito pulsionar que estava ordenado, por sofrer flutuações no seu desenvolvimento, passa a desnivelar o seu desempenho.

Todo o sistema passa a se ressentir, e novos quantificadores surgem da relação na tentativa desesperada do organismo para entender os processos que estão sendo gestados em seu interior, até o ponto que a força é domada e convertida numa ordem em que a organização consegue seu objeto de ligar o sujeito ao ambiente de forma de uma correspondência conjugada.

O Abrreal é proibido de entrar no Inato, mas o Inato conseguiu uma forma de controlar e domar o Abrreal. Sua fundação é de interpretar as forças que partem da natureza, e estas forças devem ser transformadas e codificadas pelo Inato que irá gerenciar e codificar ainda mais a sua relação com o mundo. Tudo isto numa tentativa de sustentação, proteção e integridade.

O Id é inconsciente, porque assim como a pulsão ele não pode ser tocado, uma réplica reduzida do Abrreal que pertence a instrumentação da estrutura corpórea através do Inato. A inconsciência é observada como algo que não pode ser tocada, e sim suspeitar da sua existência por meio da experimentação.

E essa experimentação somente é registrada quando o Id ou impulso já é domado e transformado em força que canalizada é simbolizada e que também abastece um imaginário.

E essa relação mais dinâmica o sujeito pode provocar pequenas dosagens de ajustamento, onde o ego e o superego podem estruturar os pontos falhos que a inclinação desta pulsão sinalizar a desconexão com o mundo, tornando a necessidade de tatear a força por meio de suas arestas para reformar a forma sempre que for necessário.

Fraternalmente,

Max Diniz Cruzeiro

LenderBook Company

Fonte: 015 - Max Diniz Cruzeiro

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