Sexta-Feira, 23 de Outubro de 2015 - 17:05 (Geral)

BRASIL COMEÇA BEM, MAS CAI NAS BARRAS E FICA LONGE DA RIO-2016 NA GINÁSTICA

As eliminatórias femininas terminam neste sábado. A final por equipes será na terça-feira, o individual geral será na quinta e as decisões por aparelhos acontecem entre sábado e domingo que vêm


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A seleção brasileira feminina de ginástica artística teve um início animador no Mundial de Glasgow nesta sexta-feira, mas uma atuação ruim no terceiro aparelho, as barras assimétricas, dificultou as chances de o time avançar para a final e se classificar diretamente para os Jogos do Rio-2016.

A equipe composta por Flávia Saraiva, Daniele Hypolito, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Leticia Costa e Thauany Araújo teve ótimos desempenhos em suas duas primeiras rotações, no solo e no salto, e viu crescerem as esperanças de um resultado final bom. Até então, o conjunto dava sinais de que conseguiria bater o Canadá e a Romênia, que passaram pelas primeiras subdivisões do dia. No entanto, a instabilidade e as séries fracas nas assimétricas deixaram o time apenas na quarta colocação provisória com 221,861 pontos, atrás de Reino Unido (227, 162), Japão (223,863) e das próprias canadenses (222,780). Depois, ainda vieram Rússia (231,437) e Itália (224, 452) que derrubaram a equipe para a sexta posição.

As oito primeiras equipes se classificam para a final e para a Olimpíada. O problema é que Estados Unidos e China, que ainda não competiram, têm vagas praticamente asseguradas, já que estão num nível bem superior às demais. Considerando isso, o Brasil está numa hipotética oitava posição e não pode mais ver nenhum de seus próximos rivais passar a sua frente. O foco agora é ver como a Alemanha se comporta ainda nesta sexta e como França, Suíça e Austrália vão se apresentar amanhã.

Mas o fato de ficar longe da classificação olímpica já no Mundial não entristeceu as meninas brasileiras, que saíram satisfeitas da arena pelo desempenho nos outros aparelhos e por superarem a pressão da estreia e da queda nas barras.

"Eu treinei muito paralela e nunca imaginei que isso ia acontecer, mas aconteceu. Mas eu treinei trave em qualquer situação: desaquecida, com dor de barriga, tudo. Acho que foi isso que ajudou a equipe a se manter firme até o final", comentou Jade, que surpreendeu pela força na trave após a nota ruim no aparelho anterior. "Eu não sei se vai dar a classificação, mas que a gente treinou muito para estar aqui, a gente treinou. Então tá bom, não deu 8, mas deu 9, deu 10, e certeza que a gente vai pelo evento [teste], porque tem meninas melhores. A gente buscou isso, a gente fez um treino de pódio maravilhoso, todo mundo adorou as coreografias de solo".

Apesar do resultado regular da equipe, o Brasil teve uma boa notícia nas eliminatórias. Apostas dos técnicos mesmo com pouca experiência, Flávia e Lorrane foram os grandes destaques do time e somaram notas que as aproximam da final individual geral (55,798 e 56,365, respectivamente). A caçula, inclusive, voltou a levantar a plateia, que fez barulho durante suas apresentações e acompanhou com palmas sua coreografia de boneca no solo.

As eliminatórias femininas terminam neste sábado. A final por equipes será na terça-feira, o individual geral será na quinta e as decisões por aparelhos acontecem entre sábado e domingo que vêm.

Fonte: BOL

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