Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2015 - 15:16 (Geral)

PRESIDENTE DA FUNSPRO É CONTRA PACOTE DE AJUSTE FISCAL ANUNCIADO PELO PLANALTO

"A sociedade brasileira não pode ser penalizada pela farra administrativa do governo federal nos últimos anos”, indaga Paz.


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As medidas para reequilibrar as contas públicas anunciadas na segunda-feira pelos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e o do Planejamento, Nelson Barbosa, foram consideradas inadequadas pelo presidente da Federação Unitária dos Trabalhos no Serviço Público no Estado de Rondônia – FUNSPRO, Tito Paz. Levy e Barbosa divulgaram que o governo pretende cortar R$ 26 bilhões do orçamento de 2016 com medidas como adiamento do reajuste salarial de servidores públicos (de janeiro para agosto), a suspensão de concursos públicos, cortes de R$ 4,8 bilhões nos repasses para o programa Minha Casa, Minha Vida e de R$ 3,8 bilhões em outras medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além da já anunciada redução de ministérios e cargos de confiança.

O presidente da FUNSPRO apontou que o pacote de ajustes proposto pelo governo da Presidente da República, Dilma Roussef, vai contra tudo que foi apresentado na sua campanha. “Esse não foi o projeto em que os eleitores da Presidente votaram na última eleição. Quem votaria no projeto de governo que incluísse a reativação do CPMF, congelamento de salários dos servidores públicos, suspensão de concurso público e retirada de recursos do programa minha casa, minha vida? Num sistema de governo como o da Inglaterra o parlamento já teria derrubado a Presidente, pois  não se pode admitir execução de trabalho contrário a projeto eleito pela população. A sociedade brasileira não pode ser penalizada pela farra administrativa do governo federal nos últimos anos”, indaga Paz.

O presidente da FUNSPRO espera que os 08 deputados federais e os três senadores não votem favorável a essa proposta de ajuste fiscal, sob pena de também estarem traindo a sociedade que os elegeu. Da mesma forma, Tito Paz espera também que o governador Confúcio Moura e os Prefeitos de todas as cidades do Estado não sejam convencidos pela Presidente a apoiarem essas medidas impróprias. “Os sindicatos de trabalhadores, especialmente os de servidores públicos, sejam estaduais, sejam municipais, precisam debater essas questões com seus filiados, para esclarecimentos e ao final para uma reação organizada contra tais medidas”, finaliza.

Fonte: assessoria Funspro

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