Quarta-Feira, 02 de Setembro de 2015 - 15:27 (Política)

COMISSÃO QUER ACOMPANHAR VERBAS FEDERAIS À EDUCAÇÃO

Deputados pedem também detalhamentos sobre projeto Guaporé, do Governo do Estado


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A Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, sob a presidência da deputada Lúcia Tereza (PP), em reunião na manhã desta quarta-feira (2) deliberou encaminhamento de ofícios à bancada federal do Estado solicitando apoio, para o acompanhamento dos programas federais e repasses de recursos à educação.

A proposta, feita pela deputada Lúcia Tereza e apoiada pelos deputados Aélcio da TV (PP), Adelino Follador (DEM), Ribamar Araújo (PT) e Rosângela Donadon (PMDB), explica à bancada federal que as especificidades da região amazônica impõem a necessidade de repasses e investimentos diferenciados para sanar déficits sociais e históricos, visando garantir a consagração do direito à educação como demanda essencial ao padrão mínimo de qualidade, mas ainda não assegurado.

Diz ainda o texto que apesar dos esforços e dos avanços, perdura um passivo decorrente do descaso e desconhecimento nacional da realidade amazônica.

Diante disso, explica Lúcia Tereza, faz-se necessário acompanhar passo a passo a execução dos programas federais e a aplicação dos repasses destinados à educação, como exemplos o Fundeb, financiamento diferenciado do transporte escolar, das obras da rede física escolar, educação escolar indígena e outros programas federais que beneficiam a construção e manutenção de creches.

Projeto Guaporé

Por outro lado, o deputado Aélcio da TV apresentou denúncia de que o Projeto Guaporé, programa do governo estadual que implantou o ensino integral em 19 escolas do estado, não é nada do que a propaganda diz.

Segundo ele, um exemplo bem próximo é o da escola Bela Vista, que sequer tem alimentação para os alunos que ficam os dois turnos. Aélcio explicou que os pais, na maioria agricultores, fazem cotas entre si para arrecadar a alimentação necessária para os filhos.

Outro item importante salientado pelo deputado é sobre a falta de professores para as diversas modalidades de ensino extracurricular que está na propaganda. No projeto original as crianças teriam reforço nas disciplinas de português, ciências e matemática, além das aulas extracurriculares como caratê, taekwondo, violão, artes, canto e educação ambiental.

Aélcio explicou que a única atividade de ensino de dança que existe na escola é ministrada pela mãe de uma aluna, como voluntária.

Ficou definido na reunião da comissão que a secretária de Educação deverá ser convidada para prestar esclarecimentos à Comissão sobre todo o Projeto Guaporé, no próximo dia 17, às 8 horas.

Fonte: decom/ale-ro

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