Quarta-Feira, 11 de Junho de 2014 - 09:44 (Colaboradores)

SEM NÚCLEO ALFANDEGADO, AS FRONTEIRAS ESCANCARADAS FACILITAM O CONTRABANDO E AÇÕES DO NARCOTRÁFICO

Um dos ex-agentes da Polícia Nacional Boliviana, ainda no tempo dos ex-presidentes e Lídia Gueller e Hugo Banzer, o Brasil de Guajará-Mirim foi acusado de afrouxar a troca de informações e se quer investiu todo seu potencial na instalação de um sistema que auxiliar seus colegas menos afortunados’.


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Buena Vista, BENI [BOLÍVIA] – Para analistas de segurança militar aposentados de parte das supostas comunidades de informações nesta parte da Amazônia Andina, a cobrança por uma atuação mais endurecida contra ilegais não deve ser exigida apenas dos vizinhos dos brasileiros nos dois ladros de suas fronteiras.

Segundo falaram, sob anonimato, ‘nas as polícias bolivianas, peruanas ou paraguaias, como nas co-irmãs brasileiras, há, sim, certos desvios’. Eles definem tais desníveis, segundo o pensamento local, ‘à falta de integração justa e de contrapartida no teatro de operações ao crime organizado’.

Um dos ex-agentes da Polícia Nacional Boliviana, ainda no tempo dos ex-presidentes e Lídia Gueller e Hugo Banzer, o Brasil de Guajará-Mirim foi acusado de afrouxar a troca de informações e se quer investiu todo seu potencial na instalação de um sistema que auxiliar seus colegas menos afortunados’.

- É do Brasil que emanam grupos de foragidos mais ousados e que encontram na fragilizada economia de seus vizinhos refúgios seguros, atestaram as fontes.

Da cidade acreana de Epitaciolândia a Bom Fim, em Roraima com as divisas da Venezuela e Guiana Inglesa, brasileiros continuam sendo o maior foco dos negócios ilegais, entre os quais, combustíveis, mercadorias, drogas [cocaína ainda lidera o ranking dos negócios dos cartéis], pneumáticos, eletroeletrônicos, vestuários, bebidas e perfumes.

Segundo as fontes, produtos internados por parte dos países que integram os Tigres Asiáticos [Taiwan, Tailândia e Cingapura], norte-americanos e europeus, ‘chegam ao9 Brasil e a qualquer país do Continente com a facilidade de um sopro de vela’, tamanha é a chance de se atravessar os dois lados da fronteiras, seja do Brasil, seja Paraguaia, Peruana ou Venezuela.

- Temos as nossas fronteiras fragilizadas e abertas ao narco, eles falaram.

De acordo com a mea culpa supostamente atribuída a autoridades brasileiras durante a cúpula que discutiu a construção da ponte bi-nacional que ligaria as cidades co-irmãs Guajará-Mirim [RO] a Guayaramerín [Departamento BENI, Bolívia], ‘os brasileiros investiriam R$ 200 milhões a partir de 2007 a 2011’.

Além das fronteiras praticamente escancaradas, as autoridades brasileiras anunciaram a implantação de um Núcleo Alfandegado de Fiscalização Integrada [modelo avançado de uma ADUANA] no lado brasileiro, composta de inspetoria da Receita Federal, secretaria de Finanças [SEFIN], de Departamentos da Polícia Federal, Marinha e outros órgãos de controle fronteiriço conjunto.

- Nada disso aconteceu, lembrou o velho comunista indignado com o avanço da imigração ilegal do contrabando, dos remanescentes de Fernandinho Beira-Mar e Maximiliano Munhoz Dourado [O MAX], pelo narcotráfico e da prostituição de mulheres brasileiras nos dois lados da fronteira.

Devido à fragilidade do sistema de fiscalização e das operações levadas sob a égide do Governo brasileiro nas regiões conhecidas como ‘zonas vermelhas’ [linguagem militar e policial], que vão de Pimenteiras do Oeste, Cabixi, Guajará-Mirim [RO], Epitaciolândia, Cruzeiro do Sul [AC] a Bom Fim [RR], ‘o contrabando de mercadoria, o tráfico formiguinha de combustíveis e drogas, avançam desmedidamente.

Os analistas, por outro lado, acham que as fronteiras continentais do Brasil com seus vizinhos andinos [Bolívia e Peru] são as mais complicadas. O controle pode vir sendo feito. Porém, ‘o sistema é ainda muito arcaico e carece de pessoal e equipamentos avançados’.

Os federais e as equipes do Fisco brasileiro, segundo eles, ‘tem o contingente reduzido e não lhes são dadas condições adequadas de trabalho’. Ao final, as drogas, armas e munições poderosas, eletroeletrônicos e mercadorias com origem na Ásia continuam entrando, facilmente, no Brasil.

Fonte: Xico Nery/NewsRondonia

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