Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2021 - 08:47 (Geral)

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Avanço do mar causa salinização das águas no Amapá; moradores da pequena ilha de Bailique alegam fome e sede

O pesquisador em geologia marinha Admilson Torres, do Instituto de Pesquisas Cientifica do Estado do Amapá (IEPA), explica que o fenômeno é normal e estaria ligado a incidência de pouca chuva.


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Os moradores do conjunto de Ilhas no entorno do Arquipélago de Bailique, distrito do município de Macapá no Amapá sentem os efeitos do avanço das águas salgadas do mar sobre as águas doces na Foz do Rio Amazonas. O uso do líquido para atividades básicas, como lavar roupas, vasilhas e até mesmo tomar banho está sendo prejudicado por conta da “salinização”.

O fenômeno vem ocorrendo desde setembro. Os efeitos provocados pela atividade marinha, atinge, principalmente as famílias mais vulneráveis. Na região, os relatos são sede e fome em consequência da falta de acesso a água potável que vem do justamente do rio.

Alguns moradores do distrito encontraram na importação de água doce da Ilha do Marajó, no Pará, uma solução para amenizar os efeitos. Todos os dias, dezenas de barcos se deslocam até a região em buscar de água para os viventes de Bailique.

O pesquisador em geologia marinha Admilson Torres, do Instituto de Pesquisas Cientifica do Estado do Amapá (IEPA), explica que o fenômeno é normal e estaria ligado a incidência de pouca chuva. “Esse fenômeno é típico e natural de foz de rios que estão muito próximos do oceano, então acontece. Só que ele é muito mais evidenciado quando os períodos de chuvas são menores. Então você pode ter um avanço das águas do oceano em direção ao interior do continente, nesse caso a foz do Amazonas”, relata.

O Arquipélago de Bailique, na Foz do Rio Amazonas, no Amapá, as margens do Oceano Atlântico também vêm sofrendo com as erosões. As chamadas “Terras Caídas” estão causando a destruição de casas, escolas, rede elétrica, estações de tratamento de água e a própria sobrevivência dos ribeirinhos e do ecossistema dos moradores da região que habitam o local desde o século 19. 

Fonte: News Rondônia

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