Terça-Feira, 05 de Outubro de 2021 - 09:47 (Geral)

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Pesquisa revela que somente 12% da população no Norte possui coleta de esgoto; a triste realidade levou mais de 42 mil pessoas em 2019 aos hospitais

Mas esse cenário deplorável do Brasil, segundo o Trata Brasil, não tem nenhuma relação com a pandemia da Covid-19.


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Divulgado nesta terça-feira (05), o novo estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil traz novamente a realidade sub-humana da qual vive os brasileiros de Norte ao Sul. O levantamento revelou que 135 milhões de pessoas não tem acesso as condições de saneamento básico.

A situação é ainda mais critica quando a condição é dívida entre os paralelos. Com base em dados, o Trata Brasil apurou que 35 milhões de pessoas moram em áreas que não tem água tratada, já 100 milhões delas vivem sem acesso a colega de esgoto. No país das desigualdades, somente 49% dos esgotos recebem algum tipo de tratamento.

Internações gerais associadas a falta de saneamento básico em 2019 foi maior na região Nordeste com (113,748), o Sul (27.759) e o Centro-Oeste (27.738) por pouco não empatam. E não última colocação vem a região Norte com (42.361) internações.

Já o levantamento da taxa de internações por doenças associadas à falta de saneamento por (10 mil habitantes (coloca a região Norte) com (22,98), seguida do Nordeste (19,93). Na sequência vem o Centro -Oeste (17,02), a região Sul (9.26) e a Região Sudeste (6,22).

Entre as 27 federações brasileiras, o Estado de Rondônia ocupou em 2019, a 20ª posição do ranking por internações gerais causadas por doenças de veiculação hídrica. Na taxa por 10 mil habitantes, o estado com (22,98) segue na 8ª posição, entre as unidades federativas em que tiveram pessoas internadas pela incidência dos problemas hídricos.

As mortes em decorrências das doenças hídricas foram responsáveis por 2.734 em todo o país. A maior incidência foi no Nordeste com (1.069), logo em seguida o Sudeste com (907), o Sul (331), o Centro -Oeste (213). E por último a região Norte com (214) óbitos.

O Maranhão se mantém como o estado com maiores casos, com 54,4 internados a cada 10 mil, seguido de Pará com 32,62, e Piauí com 29,64. Neste quesito, o estado do Rio de Janeiro foi o que menos apresentou internações por 10 mil habitantes, com 2,84, seguido por São Paulo com 5,67 e Rio Grande do Sul com 7,14.

Mas esse cenário deplorável do Brasil, segundo o Trata Brasil, não tem nenhuma relação com a pandemia da Covid-19. O reflexo da falta de investimento em infraestrutura pelo governo brasileiro foi a culpa de pouco mais de 273.403 internações por doenças ocasionadas de veiculação hídrica, um aumento de 30 mil hospitalizações na comparação com 2018.

“A incidência foi de 13,01 casos por 10 mil habitantes gerando gastos ao país de R$ 108 milhões, segundo o DataSUS”, destaca a instituição.

Apesar dos números, a pesquisa mostra uma queda por internações relacionadas aos problemas hídricos entre 2010 e 2019. De acordo com o Trata Brasil, elas passaram de 603,6 mil para 273,4 mil internações no período, no entanto, houve um acréscimo de quase 30 mil internações de 2018 para 2019.

Isso mostra que, mesmo ainda distante do ideal, a expansão do saneamento trouxe ganhos à saúde, sobretudo com a expansão das áreas de cobertura com água tratada e coleta de esgoto ao longo dos anos. Em 2010, por exemplo, 54,6% da população não tinha coleta dos esgotos, mas com o avanço, mesmo que tímido em nove anos, a população sem acesso foi reduzida a 45,9%. Sem dúvida, o avanço permitiu expressiva redução das doenças e óbitos por veiculação hídrica.

Fonte: News Rondônia

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