Terça-Feira, 27 de Julho de 2021 - 08:04 (Colaboradores)

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Tem algum resultado prático da presença do pequeno contingente da Força Nacional em Rondônia?

Não se ouviu uma só palavra sobre eventual ação da Força Nacional contra esse ou qualquer outro grupo criminoso.


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A que veio, afinal de contas, o grupo de policiais da Força Nacional de Segurança para nosso Estado, após chegada com comemorações, pompa e circunstâncias? Certamente combater os crimes dos falsos sem terra não, porque se essa era a missão principal, ela fracassou totalmente. Quase um mês depois em que o pequeno grupo da Força chegou ao Estado, não se sabe de nenhuma ação concreta e muito menos da desarticulação dos grupos de bandidos que infestam nossa zona rural, atacando fazendas, matando pessoas, matando animais e destruindo a floresta. Neste final de semana, mais um desses atos violentos aconteceu, sem que houvesse qualquer elemento que indicasse que a Força Nacional agiu para conter os criminosos. Uma dúzia de bandidos, fortemente armados, como se fossem sem terra (e é claro que não o são, porque são apenas meliantes e foras da lei) atacou uma fazenda em Machadinho do Oeste, matando um peão inocente, baleado com pelo menos dois tiros e ferindo outros trabalhadores rurais, numa emboscada. Quem atuou no episódio foram a PM e a polícia civil. Não se ouviu uma só palavra sobre eventual ação da Força Nacional contra esse ou qualquer outro grupo criminoso. O que se vê muito são as camionetas da Força andando para lá e para cá em Porto Velho, na zona urbana, onde, aliás, não se tem notícia de ações contra a bandidagem. Há alguns meses atrás, o governador Marcos Rocha pediu ao presidente Bolsonaro e ao ministro da Justiça, Anderson Torres, apoio da Força Nacional de Segurança ao Estado. Havia naquele momento, uma série de ataques de grupos como o da Liga dos Camponeses Pobres (LCP), a fazendas, roubando gado, destruindo o que encontrava pelo caminho. Membros do grupo são suspeitos de terem matado dois PMs (um deles, oficial aposentado e outro um sargento), além de terem ferido gravemente outro oficial, que sobreviveu por milagre, depois de longa internação hospitalar e várias cirurgias. Ninguém foi preso, até agora.

Quando veio inaugurar a ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã, no início de maio passado, o presidente Bolsonaro mandou um recado direto à LCP: "está chegando a hora de vocês!". Depois de um longo período de organização e preparação, um pequeno grupo da Força Nacional chegou ao Estado, com mais oficiais e menos soldados experientes em confrontos rurais. Foi recebido com festa no Palácio Rio Madeira/CPA e, esperava-se, haveria ações de peso contra a guerrilha, que ameaça propriedades rurais no Cone Sul do Estado, mas também nos distritos de Porto Velho. Desde meados de junho, quando chegou o grupo, composto de cerca de 80 membros, se houve alguma ação concreta, ela está na seara do segredo de Estado, já que a população não foi informada de qualquer ato de combate ao terrorismo rural, por parte da equipe nacional. Os crimes de Machadinho (com um morto e feridos), deixa claro que, ao menos até agora, o pequeno contingente da Força Nacional não disse a que veio ao nosso Estado.

CONFÚCIO, NAS ENTRELINHAS, FALA DOS SEUS PLANOS PARA 2022. SERÁ CANDIDATO!

É candidato. Confúcio Moura dribla daqui, dribla dali, mas deixa no ar, com todas as dicas, de que estará mesmo na corrida pelo governo, no ano que vem. Deixou isso quase como um enigma, mas de resposta fácil, usando as entrelinhas, no domingo, dia, aliás, em que esse Blog Opinião de Primeira anunciou que ele pode mesmo tentar mais dois mandatos à frente da administração rondoniense. "Concedi algumas entrevistas nesta viagem ao Estado. Os repórteres entrevistadores deixam por último a pergunta xeque-mate: "senador, você será candidato a governador ano que vem?". Eu já fico esperando a indagação, quase em nocaute. Reviro os olhos para os quatro cantos. Procuro na mente a melhor resposta. E termino deixando todos eles na maior confusão do mundo. Para uns digo não. Para outros: ainda é cedo. Para outros tantos digo que só decido em abril do ano que vem. Porque sempre fui assim. Deixo para o limite do prazo legal. Quem irá conduzir futuras candidaturas é o vento". Itamar Franco também tinha essa mesma mania, de deixar sempre voando a dúvida. Eu, que já disputei nove eleições, aprendi que a prudência ainda é a maior das virtudes. Quando se entra na política, você se transforma num cavalo voador (Pégaso), ora se voa, ora se corre em terra batida". É candidato!

BAGATTOLI E OS OUTDOORS PRÓ BOLSONARO EM VÁRIOS TRECHOS DA BR 364

Candidatíssimo ao Senado e se colocando sempre como o preferido do presidente Jair Bolsonaro à única cadeira de Rondônia em disputa no ano que vem, o empresário e líder do agronegócio do Cone Sul, Jaime Bagattoli, uniu o útil ao agradável. Ligou seu nome a Bolsonaro, ao colocar vários outdoors em trecho das BR 354, a partir de Vilhena, agradecendo ao Presidente seu apoio ao agronegócio e discursando pela reeleição do seu parceiro político. O texto afirma que "o transporte e o agronegócio apoiam Bolsonaro". Em vídeos publicados nas redes sociais, Bagatolli, ao lado de outros simpatizantes, como os irmãos Manoel Serra e João Cipriano, o líder empresarial e político de Vilhena discursa, destacando a parceria do Presidente com a região e a importância de se apoiar sua reeleição, "para o bem do nosso país!". Bagattoli também comemorou seu aniversário no final de semana, em sua fazenda, reunindo grande número de amigos e de correligionários. Em breve começa a percorrer o Estado, tão logo a legislação permita, levando seu nome ao eleitorado rondoniense.

CARROS INCENDIADOS E UM DIVIDIDO AO MEIO: A VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO NÃO PARA

Terá alguma solução à vista para o pacote de seguidas mortes em acidentes de grande violência na BR 364? Praticamente todos os dias, mas principalmente nos finais de semana, colisões violentas causam perdas de muitas vidas. Causas? Pode-se até citar a falta de sinalização e fiscalização, mas essas são secundárias. O que está causando tantos acidentes, alguns com tal violência que dividem um carro ao meio, como aconteceu em Vilhena, na sexta, matando o jovem motorista de 19 anos na hora, é a falta de respeito às mínimas leis do trânsito; à altíssima velocidade e a ultrapassagens arriscadas, em locais em que elas são proibidas. Dias atrás, várias pessoas morreram num acidente de ônibus, que incendiou, em Itapuã. Depois, outra colisão entre dois carros, deixou um deles queimado. Na sexta, o caso do veículo rachado ao meio por um caminhão, em Vilhena. No domingo, colisão frontal por ultrapassam irresponsável, matou uma mulher e um dos carros também incendiou. Há muitas culpas nessa situação toda, mas a irresponsabilidade de muitos motoristas, continua somando a maior delas.  

POUCO MUDOU. MULHERES SÃO ASSASSINADAS E IMPUNIDADE AINDA VIGORA

Discurso é discurso. Vida real é vida real. Fala-se  em proteção à mulher. Discurso não falta. Projetos não faltam. Muita propaganda. Propostas, sugestões, ideias, delegacias, muitas delas meia-boca, sem gente suficiente e sem estrutura compatível com a grandeza do assunto. Está resolvendo, tanto em Rondônia quanto no Brasil todo? Os números respondem. No país, só no ano passado, 1.328 mulheres foram assassinadas, a maioria por maridos, companheiros, ex-maridos e namorados. Muitos assassinos foram presos, poucos com penas pesadas, mas todos com todos os direitos que a legislação brasileira dá a criminosos. Embora aqui e ali, algo tenha mudado em relação aos chamados feminicídios, a maioria dos casos continua na impunidade. Para se ter ideia da situação, em Rondônia, 16 mulheres foram mortas no último trimestre. Nem todos os casos foram feminicídio, mas as mortes estão nas estatísticas. Nos últimos quatro anos, 48 pessoas do sexo feminino foram assassinadas em Rondônia. Enquanto não mudarem as leis, deixando apodrecer na cadeia os matadores de mulheres, a impunidade continuará mandando e o combate a esses crimes será apenas discurso.

CREMERO DIZ QUE HÁ 25 MÉDICOS ATUANDO SEM REGISTRO PROVISÓRIO NO ESTADO

Além da falsa médica baiana, descoberta na semana passada, numa fiscalização de rotina do Cremero, há pelo menos outros 25, dessa vez entre profissionais devidamente habilitados, que são habilitados em outros Estados, mas que não têm o aval do Conselho Regional de Medicina. Claro que são situações completamente diferentes. O caso da falsa médica é de enorme gravidade, a tal ponto que, presa e liberada pela Justiça, com ordem de não se afastar de Porto Velho, ela simplesmente fugiu. Já os demais médicos, esses sim profissionais qualificados, teriam obrigação, por lei, de se apresentarem ao Cremero, para receberem a devida autorização do conselho local, para poderem praticar a Medicina. Segundo o presidente do Cremero, Robinson Machado, todos os médicos que têm registros em outros Estados, têm que ter outro, provisório, mas do conselho rondoniense. Só então estariam legalmente habilitados para trabalharem aqui. Robinson não descarta o risco de aparecer eventualmente algum outro falso médico, já que não há consulta ao Cremero, quando das contratações de pessoas de outras regiões do país.

VIVA A FADINHA, NOSSA NOVA HEROÍNA E SUA MEDALHA DE PRATA!

Temos uma nova heroína. Não usa roupa daquelas imensas, com capa. Não tem superpoderes. É apenas uma brasileirinha, franzina, saindo da infância e se preparando para entrar na adolescência, mas um sorriso enorme e um talento imenso. A menina Rayssa Leal, de apenas 13 anos, se transformou, por esforço próprio, num novo exemplo, daqueles que os brasileiros do bem amam. Batalhadora, talentosa, ela conseguiu uma medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, competindo com seu skate. Ela entra no rol daqueles atletas que, em todas as Olimpíadas, surgem, de uma hora para outra, como um destaque especial, que cai no gosto da opinião pública. A conquista de Rayssa, chamada de Fadinha, porque quando tinha seis anos fez um vídeo, vestida como Fada e praticando piruetas, que a tornou conhecida no país. Conseguiu chegar à disputadíssima Olimpíada e sai de lá com sua medalha, prêmio que nos orgulha a todos.      

PERGUNTINHA

Foram 15, 20 ou 25 o número de componentes do grupo que participou de um protesto contra o governo Bolsonaro, sexta-feira, na Praça das Caixas D´Água, em Porto Velho?

Fonte: 010 - sergio pires

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