Segunda-Feira, 19 de Agosto de 2019 - 21:09 (Geral)

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TÉCNICO DE ENFERMAGEM AGRIDE PACIENTE EM UPA DE LONDRINA – VEJA VÍDEO

Município de Londrina abre processo para apurar caso de paciente agredido em UPA.


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A Corregedoria-Geral do Município irá apurar o caso de agressão cometida por um servidor da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Centro-Oeste de Londrina contra um paciente que aguardava atendimento médico. Na noite de domingo (18), um rapaz com um ferimento no braço foi levado pelo Samu até a UPA do jardim do Sol, mas foi agredido na sala de espera por um técnico de enfermagem. Um vídeo feito pela acompanhante de outra paciente divulgado na internet mostra o momento em que o rapaz leva um tapa no rosto.

Segundo o corregedor Alexandre Tranin, um processo administrativo disciplinar será aberto imediatamente e serão feitas diligências prévias para definir o tipo de afastamento aplicado ao servidor. Tranin explicou que a medida pode se dar de duas formas: cautelar, na qual ele deixa de prestar qualquer serviço, ou retirá-lo de atendimento ao público para que realize apenas serviços administrativos. “Eu acredito que esse é o afastamento mais adequado. O servidor não terá acesso ao público, mas continuará trabalhando em um órgão interno até que sejam apurados os fatos.”

Além de ser agredido no rosto, o vídeo mostra imagens de uma sala com a porta fechada na qual se ouvem gritos. Segundo a autora do vídeo, o mesmo rapaz teria sido levado por outros dois servidores para o espaço reservado, onde voltou a ser agredido. No vídeo é possível ver um homem abrindo a porta após ser alertado de que o paciente estava sendo “espancado”. As imagens não mostram o rapaz.

O processo administrativo disciplinar deverá incluir depoimentos de outros servidores e de pacientes e acompanhantes que estavam na UPA e presenciaram as agressões, caso estes estejam dispostos a colaborar. “Mas a filmagem traz um fato que não é aceitável. É um ponto fora da curva. Não vemos isso no serviço público, não nos representa. O que vamos construir é como se chegou até aquele momento”, disse Tranin.

O prefeito Marcelo Belinati pediu solicitou providências da corregedoria ainda na noite de domingo, assim que o vídeo começou a circular nas redes sociais. Às 6 horas de ontem, a assessoria de imprensa da prefeitura encaminhou nota de esclarecimento aos profissionais e veículos de comunicação. Na nota, Belinati afirma que “independente do que tenha ocorrido anteriormente, nada justifica o uso de violência”.

O nome do técnico de enfermagem que agride o paciente não foi divulgado pela prefeitura. Ele entrou para o quadro de servidores do município em outubro de 2015 e, de acordo com a corregedoria, essa é a primeira denúncia contra o funcionário que chega ao órgão. “Vamos levantar se existem outros relatos, com certeza não semelhantes, senão já havia chegado à corregedoria, mas ver se há um atendimento descortês, falta de humanidade”, disse o corregedor.

Tranin adiantou que a Corregedoria também irá apurar a conduta dos dois outros servidores que estavam com o paciente na sala reservada, mas por enquanto apenas o técnico de enfermagem foi afastado de suas funções. O Estatuto do Servidor prevê desde advertência até demissão para esses casos.

'NÃO JUSTIFICA'

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (19), o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, relatou a versão oficial do fato. Segundo ele, o paciente foi encaminhado à UPA pelo Samu e a ficha de atendimento foi aberta às 18h50 do domingo. Ele relatava dor intensa resultante de uma queda de uma altura de dois metros e meio. O secretário disse que o paciente passou a circular pela unidade, abrindo as portas das salas, incluindo uma área de acesso restrito a funcionários, no piso superior.

O secretário disse que o paciente teria sido chamado para atendimento médico pela primeira vez às 19h10, mas não se apresentou. A partir de então, teria sido chamado outras duas vezes, em intervalos de dez minutos, até às 19h30. “Desde que chegou à UPA, ele começou a agredir verbalmente os funcionários. A Guarda Municipal foi chamada ao local para avaliar a situação”, relatou o secretário. “O que nos chegou até o momento seria tentativa de furto, mas dentro do contexto de agressão, isso não se justifica.”

Fonte: folhadelondrina

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