Quarta-Feira, 30 de Janeiro de 2019 - 16:34 (Polícia)

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APÓS CHURRASCO COM COLEGAS, HOMEM É ENCONTRADO MORTO E COM A CABEÇA EM CHAMAS

A suspeita da polícia é de que o rosto tenha sido queimado para esconder a identidade do homem em Mato Grosso


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MATO GROSSO - Um homem ainda não identificado foi encontrado morto e com a cabeça em chamas na noite dessa terça-feira (29). Não havia ninguém perto do corpo, porém, os policiais seguiram os rastros de sangue e chegaram a uma quitinete vazia, onde tudo indicava que havia acontecido um churrasco. Eles seguiram as pistas e chegaram a um suspeito e a uma possível testemunha.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h25 dessa terça-feira (29). Moradores diziam que na Rua Adelino José Zamo, no centro da cidade de Campos de Júlio (520 km de Cuiabá), próximo a uma auto elétrica, havia uma pessoa caída, sozinha, com um pano na cabeça e que o pano estava pegando fogo.

Os militares pediram que essas pessoas apagassem o fogo, informaram o hospital municipal o que teria acontecido, para que uma equipe fizesse o socorro, e foram até o local, onde encontraram um homem de cor branca, com a face queimada, ainda em brasa e com marcas de sangue pelo corpo.

A equipe de Pronto-Atendimento chegou em seguida e constatou que a vítima já estava sem vida. Como havia marcas de sangue até onde o corpo estava, os policiais seguiram os rastros e chegaram a um conjunto de quitinetes, onde havia sinais de luta, muito sangue pelo chão e uma área onde parecia que alguém tinha tentado limpar o sangue, mas não conseguiu apagar os vestígios.

Conforme o boletim de ocorrência, no local ainda havia uma chapa ainda com carne e materiais e utensílios domésticos caídos pelo chão. Além disso, havia uma garrafa de cachaça em cima de uma mesa pequena e utensílios jogados na porta de uma das quitinetes.

Como a luz dessa quitinete estava ligada, os policiais chamaram o morador, que se apresentou, foi revistado e nada de ilícito foi encontrado nem com ele e nem na casa. Ele afirmou que não tinha saído, nem ouvido nada.

Pouco depois, o morador de outra quitinete chegou dizendo que ficou sabendo do assassinato por “amigos”. Ele foi revistado – nada foi encontrado – e afirmou ter saído de casa por volta das 09 horas da manhã dessa terça-feira (29) e não voltado mais.

Porém, quando ele abriu a porta da sua quitinete, que estava trancada, havia marcas de calçados que tinham acabado de entrar na casa, pois, segundo o boletim de ocorrência, ainda estavam molhados (havia chovido há pouco).

Desconfiados das versões dos moradores, os militares colocaram os dois na viatura e acionaram a Polícia Judiciária Civil e uma equipe de peritos criminais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Pontes e Lacerda (450 km de Cuiabá).

Os peritos notaram que a vítima estava sem documentos e que um dos bolsos dela estava revirado para fora, como se alguém retirasse alguma coisa de dentro, “podendo terem sido subtraídos os documentos para dificultar a identificação da vítima, assim como a desfiguração do rosto pelo fogo”, consta no boletim de ocorrência.

Próximo ao corpo também foi encontrado um galão ainda com álcool e, por isso, os policiais foram até o posto mais próximo do local, onde um frentista confirmou que, por volta das 21h30, um corsa verde, ou azul escuro, com rodas de ferro, sem calotas, ocupado por dois homens, foi até o local e os dois perguntaram se poderiam comprar álcool sem galão.

O frentista não vendeu, porque o posto só vende com galões apropriados e certificados e, por isso, os homens teriam dito que iriam a outro posto.

Já na delegacia, conforme o boletim de ocorrência, o primeiro morador encontrado pela Polícia Militar, de 56 anos, disse que saiu de manhã de casa e viu o vizinho, que chegou depois quando os policiais já estavam no conjunto de quitinete, na companhia de duas pessoas, fazendo churrasco.

O morador de 56 anos disse que foi até o restaurante do genro dele e quando voltou ainda encontrou o vizinho, de 33 anos, com os outros dois homens, um negro alto e outro branco e magro.

Ele disse que o vizinho de 33 anos saiu com o homem negro e alto em uma motocicleta e voltou em seguida, momento em que chegou a comer e ingerir bebidas alcoólicas com eles. Ele afirmou ter ficado em companhia deles até as 14 horas e dormido depois, não ouvindo mais nada.

O vizinho de 33 anos, por sua vez, conforme o boletim de ocorrência, disse na delegacia que conhecia os dois homens que estavam com ele fazendo churrasco, porém, não sabia informar o nome deles, dizendo que o negro era esposo de uma mulher chamada “Catucha” e o branco ele só conhecia de vista, da rua e dos bares, “contradizendo o que relatou anteriormente, que teria saído por volta das 09 horas da manhã e não teria mais voltado”, consta no boletim.

Os peritos criminais encontraram várias perfurações no pescoço da vítima, que, até o registro da ocorrência, não havia sido identificada. As únicas características descritas são que ele é branco, tem entre 1,70 e 1,80 de altura, uma tatuagem de símbolo do equilíbrio chinês na coxa direita, “mãe e pai” no braço esquerdo, e mais uma tatuagem, sem definição, no antebraço direito.

O corpo foi recolhido e o caso foi registrado na delegacia de Campos de Júlio como homicídio doloso, sendo que o morador de 56 anos foi incluído apenas como testemunha e o de 33 anos como suspeito. A identidade da vítima, porém, segue um mistério.

Fonte: 015 - Olivre

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