Terça-Feira, 23 de Outubro de 2018 - 08:26 (Colaboradores)

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LENHA NA FOGUEIRA: II MOSTRA A CÉU ABERTO

Com a Curadoria de Ana Mendes, Gabriel Bicho, Marcela Bonfim e Saulo de Sousa foi aberta domingo passado a II Mostra a Céu Aberto que engloba exposição de fotografias e outros temas culturais.


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Com a Curadoria de Ana Mendes, Gabriel Bicho, Marcela Bonfim e Saulo de Sousa foi aberta domingo passado a II Mostra a Céu Aberto que engloba exposição de fotografias e outros temas culturais.

Vinte e cinco artistas tiveram trabalhos selecionados pela curadoria e domingo a partir das 15 horas começaram a colar no muro do Ferroviário e da Ceron no espaço da Rua Euclides da Cunha entre a João Alfredo e a Sete de Setembro seus trabalhos.

Sobre a Mostra publicaremos matéria na edição de amanhã quarta feira 24. Hoje vamos nos reportar a história sobre o espaço escolhido pelos organizadores do evento, Rua Euclides da Cunha.

Outro dia encontrei a Marcela Bonfim e sugeri que ela falasse para a Ana Aranda jornalista que está esta aturando na assessoria da Mostra que passe a divulgar o local da Exposição pelo nome original da rua ou seja “Rua do Coqueiro”.

Vamos tentar explicar sobre o primeiro nome daquele trecho da hoje rua Euclides da Cunha. Na realidade v amos falar da famosa RUA DO COQUEIRO.

No ano de 1955 por força da inauguração do Palácio Presidente Vargas, a feire livre que até então funcionava no espaço da hoje, Praça Getúlio Vargas em frente ao Mercado Municipal (Cultural hoje), foi transferida para o espaço que ficava entre o Clube Internacional (hoje Ferroviário) e a Usina do SALFT (hoje (CERON), aquele espaço na realidade, era apenas um caminho íngreme, entre a Sete de Setembro e a Baixa da União.

Com a necessidade de tirar a Feira Livre de frente do Palácio escolheram aquele espaço.

A Feira Livre que funcionava de Quinta Feira a Sábado até meio dia, funcionou ali até o ano de 1958, quando foi inaugurada a FEIRA MODELO num galpão construído especificamente para tal fim, no quadrilátero formado pela Farquar, Henrique Dias, Euclides da Cunha e Travessa Renato Medeiros hoje conhecido como MERCADO CENTRAL.

Quando os feirantes desocuparam o espaço entre o Clube Internacional e a Usina do SALFT o que era apenas um caminho íngreme cheio de mato e lama, foi transformado numa rua. Meteram os tratores e nivelaram o terreno e então, foram construídos no estilo “INVASÃO” vários quiosques com venda de bugigangas, roupas, calçados e comidas diversas.

No meio daquele espaço que até então não tinha nome, existia um PÉ de COCO e o povo passou a chamar o espaço de RUA DO COQUEIRO.

Muitos comerciantes que depois se transformaram em grandes empresários do comércio de Porto Velho, começaram na Rua do Coqueiro exemplo, a Família Ribeiro que tem o Ribeirinho que foi dono da Loja Fortaleza começou sua trajetória empresarial na RUA DO COQUEIRO.

Certa vez o governo do Território Federal do Guaporé/Rondônia, contratou para administrar o Serviço de Abastecimento de Água, Luz e Força do Território - SAALFT um cidadão, que ficou conhecido como “GOLEIRO”. Esse senhor por algum tempo, foi o responsável pela interdição do tráfego na RUA DO COQUEIRO.

O aposentado do SALFT Francisco Mendes dos Santos em entrevista a este colunista, conta a seguinte história sobre a RUA DO COQUEIRO e o Goleiro:

“Existiam dois motores a gazogênio que eram movidos a caldeira que queimava lenha e quando chegaram os motores holandeses, o Goleiro mandou desmontar os gazogênicos e jogou as peças no meio da RUA DO COQUEIRO, ou seja, ao lado da Usina do SAALFT e a imprensa bateu forte dizendo que ele havia jogado os motores fora. O Goleiro não sei por qual motivo, mandava e desmandava no governo do Dr. Abelardo Alvarenga Mafra”, conta Chico Mendes.

Por essa e por outras tantas histórias, foi que sugeri a Marcela Bonfim, que passasse a divulgar que a II Mostra a Céu Aberto aconteceria como está acontecendo, na RUA DO COQUEIRO.

Fonte: 015 - Silvio Santos / NewsRondonia

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