Sexta-Feira, 17 de Junho de 2016 - 15:13 (Tecnologia)

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GOD OF WAR PROCURA SE REIVENTAR COM AMBIENTAÇÃO E ENREDO NA E3 2016

Esqueça o Kratos durão, destruidor de tudo que aparece em sua frente e de mal com a vida.

God of War voltou, e por mais que ele não tenha um "4" no nome, é a continuação oficial de God of War 3. Anunciado para PS4 na E3 2016, o game pegou todos de surpresa ao apresentar o "anti-herói" Kratos agora na mitologia nórdica, com direito a um filho e novos poderes. Confira o que vimos na feira, em Los Angeles, e saiba as novidades:

Fúria sangrenta

Esqueça o Kratos durão, destruidor de tudo que aparece em sua frente e de mal com a vida. No novo God of War vemos um homem quase que "reformado" e pronto para encarar o que a jornada oferece pela frente. A apresentação que acompanhamos com o gameplay é quase a mesma vista na coletiva da Sony, com poucas diferenças.

A demonstração começa quase que da mesma forma: Kratos fala com seu filho na cabana e o leva para caçar, para começar a aprender seu próprio caminho e trazer comida para a casa. Os dois iniciam sua caminhada juntos pela neve, e saem em busca de um cervo ou algum outro animal que sirva para o abate.

A primeira coisa a se ter em mente aqui é a seguinte: o novo God of War não é um jogo de mundo aberto, apesar de seus cenários terem mostrado algo neste sentido. Ele tem um mapa enorme, mas não há livre exploração, por mais que não seja inteiramente linear como os anteriores da saga. O que sabemos é que Kratos vai explorar o mapa, mas sem a liberdade de fazer o que bem entender e quando quiser.

O ponto chave para isso é seu filho, por enquanto chamado apenas de "menino", ainda sem nome. O garoto acompanhou Kratos durante toda a demo, enquanto a equipe de produção não quis nos confirmar se isso seria uma constante ao longo do jogo completo. O mais interessante, porém, é que a criança serve para "segurar" o lado humano do velho guerreiro, e também funciona como uma extensão para suas habilidades.

Há um botão em específico no controle que permite que o jogador ative a habilidade passiva do menino, que varia de acordo com a situação. Durante o mesmo combate contra o gigante de gelo, a criança atira uma flecha atordoante contra o monstro, o que faz com que Kratos ganhe uma certa vantagem na batalha, mesmo que por tempo limitado. Mais adiante, situações como caça em conjunto e busca de itens também funcionavam utilizando os dois personagens.

Relação mútua

O pequeno detalhe que muda tudo é que Kratos realmente se importa com seu filho. Da mesma forma que ele se importava com o outro filho, de sua vida grega, mas agora está ainda mais evidente. Apesar de perder a paciência com o jovem quando ele faz algo de errado, o guerreiro logo nota que foi muito rude, e tenta se controlar.

Essa relação é uma clara influência de jogos como The Last of Us, também exclusivo de PS4, que trazia uma relação parecida entre os personagens centrais Ellie e Joel. Aqui, porém, temos a diferença do jovem ser um pouco menos ativo que a menina Ellie, por mais que tenhamos o botão que ativa sua habilidade passiva.

Vale citar o combate: esqueça as Correntes do Olimpo, pelo menos nesta demonstração. Kratos utiliza um machado encantado e tem golpes menos cadenciados. O botão de ataque funciona e responde bem, é possível combinar golpes para resultados eficientes nos inimigos, mas não notamos aqueles combos totalmente exagerados de God of War do 1 ao 3. Talvez mais adiante no jogo, quem sabe?

A fúria de Espartano também está lá, mas agora carrega em sintonia com o filho de Kratos, de alguma forma que foi pouco explicada. Notamos, porém, que a fúria realmente carrega quando a criança está ajudando em batalha, em destaque com o chefão visto na demo do palco da coletiva de imprensa da Sony.

Um outro detalhe que vale ser nomeado: o controle da câmera. Diga adeus à câmera fixa dos jogos passados. Por ter uma perspectiva mais em terceira pessoa e sobre os ombros de Kratos, a câmera tem movimentação quase que totalmente livre, e isso pareceu bem estranho para um título da saga. Não sabemos se a intenção de se inspirar em The Last of Us pode ter ido longe demais, mas é possível que seja apenas questão de costume.

E o que dizer dos gráficos? Estão a par do que esperamos do PS4. Tão bonitos quanto Uncharted 4 ou o próprio The Last of Us. Como o jogo se passa em um grande território coberto por neve, os efeitos especiais de visual serão constantes – seja por resultado de uma luta feroz ou por tempestades que surgem pelo caminho.

O novo God of War pode ser um pouco estranho. Kratos como pai preocupado? Câmera móvel? Aparentemente menos ação? São muitas as questões que devem ser respondidas ao longo dos dias, mas, pela demo da E3 2016, o jogo ainda é tão bonito quanto eram os primeiros, e Kratos ainda é aquele guerreiro espartano que topa qualquer briga. Se é isso que importa, ficamos bem impressionados com o resultado.

Fonte: Techtudo

Link: http://www.newsrondonia.com.br/noticias/god+of+war+procura+se+reiventar+com+ambientacao+e+enredo+na+e3+2016/76261

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