Sabado, 28 de Maio de 2016 - 09:32 (Geral)

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SOLIDARIEDADE: MULHER QUE NÃO TINHA DINHEIRO PARA ENTERRAR BEBÊ RECEBE CAIXÃO DE EMPRESÁRIO

O empresário e dono da funerária Universal, Élson Marques de Oliveira, visivelmente sensibilizado, doou o caixão para fazer o sepultamento do bebê da desempregada identificada por Edinei.

A solidariedade foi posta em primeiro plano, driblou a falta de humanidade e deu lição na burocracia do Poder Público. Esse foi o desfecho da reportagem publicada pelo News Rondônia sobre a mãe que encontrou dificuldades de realizar uma cerimônia funeral para o seu filho, um bebê, que morreu em Porto Velho (RO).

O empresário e dono da funerária Universal, Élson Marques de Oliveira, visivelmente sensibilizado, doou o caixão para fazer o sepultamento do bebê da desempregada identificada por Edilene. A cerimônia fúnebre ocorreu nessa sexta-feira (27) no cemitério Santo Antônio.

A mulher acusou a Secretaria de Assistência Social de Porto Velho (SEMAS) de não prestar ajuda para conseguir uma urna funerária para seu filho que havia falecido há 15 dias, e que aguardava numa câmara fria no Instituto Médico Legal (IML) pelo enterro. O caso dela foi parar nas redes sociais.

A amplitude do caso gerou a revolta dos internautas. Alguns sugeriram denunciar o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) no Ministério Público Estadual (MPE) e no Poder Judiciário de Rondônia tendo em vista a burocracia e a questão de beneficiar com auxílio funeral somente os moradores da capital e que estão classificadas no quadro de vulnerabilidade social.  

Entre aqueles que prestaram solidariedade, o empresário Élson Martins garantiu à desempregada a urna funerária que custou pouco mais de R$ 900 reais. Ele soube do caso por meio de um vídeo postado na rede social do internauta William Ferreira da Silva, que acompanhou ao lado da imprensa o drama de Edinei.

O empresário discorda da forma que é realizada a contemplação do auxílio funeral. “Por entender que esse benefício atende somente aos moradores da capital, tenho a concepção de que é necessário rever os casos. Pois chegam todos os dias pacientes de outros municípios para nossos hospitais, para se tratarem, então deveriam sim, o estado, patrocinar esse serviço pra todos sem interessar de onde veio, pois foi aqui que esse paciente veio a óbito, e se não tiver condição é ninguém se solidarizar, como que fica?”, indagou.

Sobre a satisfação em poder ajudar, o empresário assegura que “não custa nada! Isso não vai deixar-nos mais ricos nem mais pobres, eu tenho família e filhos, e jamais gostaria que eles passassem por isso”.

Entenda o caso – A desempregada Edilene foi liberada do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro nesta semana, e logo em seguida, foi procurada pelo Hospital de Base de que precisava sepultar o seu filho que nasceu e morreu logo após o parto. Sem recursos, foi obrigada a cumprir verdadeira via sacra na Prefeitura de Porto Velho, a qual segundo ela, não recebeu apoio por que havia dito que morava em Humaitá (AM). Ela pediu ajuda às autoridades, sobretudo no pagamento das despesas com o enterro.

Uma amiga esteve prestando ajuda, porém, ambas receberam negativas da Secretaria de Assistência Social do município. Ambas relatam que a criança estava a 15 dias na gaveta do IML. Mas, sem puder pagar o caixão, a família pediu ajuda no Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). Por lá, recebeu a informação de que o órgão não poderia ajudar tendo em vista que ao ser entrevistada, Edilene havia informado que o endereço residencial era no estado vizinho, Amazonas. Na segunda tentativa, a mulher informou que morava na capital rondoniense mesmo assim a secretaria recusou ajudar.  A mulher registrou um Boletim de Ocorrência tendo em vista as dificuldades.

Fonte: NewsRondônia

Link: http://www.newsrondonia.com.br/noticias/solidariedade+mulher+que+nao+tinha+dinheiro+para+enterrar+bebe+recebe+caixao+de+empresario/75315

News Rondônia