Quarta-Feira, 29 de Julho de 2020 - 21:48 (Colaboradores)

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A educação do Brasil - Tsunami da Era Pt

Quem não fosse um bom aluno teria poucos colegas e não faziam amizades em classe e não teriam amigos e as colegas se afastavam e fugiam como o cão foge da cruz.

Em épocas bem recentes, não faz muito tempo, que um aluno que concluía a 5ª Série de primeiro grau este estava preparado para ser sabatinado em todas as matérias, e, desta forma, se sair de “letra” - como era a linguagem da época - , desde o português, passando por geografia, história, ciências naturais e matemática e, assim, todos nós estudávamos para tirar as maiores ou melhores notas e, até, para se tornar o melhor aluno da classe.

AVALIAÇÕES COM QUALIDADES

As avaliações que eram realizadas naquela época estimulavam os alunos a estudarem e até sacrificar todo o tempo de folga para não se ter o desprazer em tirar uma nota baixa e servir de chacota para os demais colegas. O aluno era realmente um aluno, assíduo e estudioso, e muitos deles considerados como referências e espelhos e exemplos a serem seguidos por os demais colegas. Quem não fosse um bom aluno teria poucos colegas e não faziam amizades em classe  e não teriam amigos e as colegas se afastavam e fugiam como o cão foge da cruz.

CONSTATAÇÃO E DECEPÇÃO

De acordo com estudos e trabalhos apresentados junto ao Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado de Rondônia – IFRO, por ocasião da participação do Curso de Formação Pedagógica para Graduados não Licenciados, temos a comentar:

“[...] educação profissional do Brasil enfrenta alguns graves problemas, tidos  por muitos como cruciais, tais como: baixo nível de qualificação do professor das redes públicas de educação, em níveis municipais, estaduais e federal; baixa remuneração paga ao professor de Ensino Básico, principalmente da educação pública e ausência de critérios que beneficie o professor da educação pública com uma qualificação diferenciada dos demais; estatísticas veiculadas na mídia eletrônica revelam que a metade dos jovens entre 15 e 17 anos não está matriculada no ensino médio e que a proporção dos que abandonam a escola nessa etapa saltou de 7,2% para 16,2% em 12 anos; as faculdades e universidades brasileiras não qualificam o professor para a realidade: baixa remuneração paga ao professor de Ensino Básico, em especial da educação pública”. 

O Brasil consagrou o educador PAULO FREIRE como Patrono da Educação do Brasil, endeusado por esquerdistas e comunistas e condenado e rejeitado por uma significativa maioria de brasileiros que é a favor da educação profissional de qualidade, da educação inclusiva e contra o aparelhamento do ensino e a ideologização das escolas.

OS QUE ENDEUSARAM

Por um lado, aqueles que endeusam o escritor PAULO FREIRE, que participaram e atuaram no Governo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), na era FHC, e do Partido dos Trabalhadores (PT), nos Governos LULA/DILMA, quando juntos governaram o Brasil por um período de  22 anos. Neste longo período, a educação passou por momentos médios, maus e por muitos solavancos, e se agravando com os métodos de educação massiva e do faz de conta adotado por PAULO FREIRE, quando colocou o Brasil nas últimas posições no ranking mundial de educação — formado a partir dos resultados da prova da PISA, cujo significado é Programa Internacional de Avaliação de Alunos — quando o Brasil apareceu na última avaliação com as seguintes classificações: Ciências: 65ª; Matemática: 67ª; Ranking Geral: 68ª posição, com a média de 377 pontos. O Brasil ficou atrás de países como a Argentina, Albânia, Chipre, Indonésia e Tailândia.

PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO

A escola onde estudam crianças e adolescentes não deve se tornar em cenário para se fazer proselitismo político, ideologia de sexo e, assim, transformar estes alunos em cabos eleitorais de Partido A ou Partido B e serem seguidores de alas LGBT e de defensores da liberação de drogas e de outros malefícios não recomendados para alunos e adolescentes e alunos da Escola, em níveis de municípios, estados e do Governo Federal.  A educação do Brasil necessita com urgência em tomar um novo rumo — que possibilite promover a melhoria da qualidade desta educação que, até agora, em um novo momento político, com um ano e sete meses de administração deste novo Governo — já está em seu quarto ministro da Educação e não foram traçados e apontados os caminhos a serem seguidos, exceto a aprovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização do Professor – FUNDEB, amparado pelo art. 212 da Constituição Federal do Brasil de 1988, em caráter parcial, junto à Câmara Federal, neste último dia 22 de julho de 2020, necessitando ainda da aprovação junto ao Congresso Federal e, posterior, da sansão do presidente da República.

De acordo com o jornalista Marcos Cardoso, 2016, [...] o patrulhamento ideológico é um sentimento semelhante à xenofobia, de hostilidade e aversão dirigidas a pessoas e coisas que possam vir a ser consideradas opositoras de determinadas ideias preconcebidas. É policiamento do pensamento e das ideias. É contra a liberdade de expressão.

O professor fica como um bode no precipício: Não sabe se caia ou se equilibre

Sou um testemunho ocular do péssimo nível de educação do Brasil, como professor e aluno, ao mesmo tempo, quando tenho constatado que alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos – EJA, para estudarem da 6ª a 9ª séries, desta modalidade de educação básica, não conseguem escrever um ditado: quando o professor fala 20 palavras e o aluno passa a escrevê-las. É uma tristeza e um desestímulo para um professor da educação básica se deparar com esta triste realidade. Eu me deparei e fiquei muito triste. É uma decepção.

TSUNAMI DE PROBLEMAS

Em plena efervescência da maior crise generalizada em que se encontra mergulhado o Brasil, sem precedente em toda a sua história:

·com crise política, fruto de um turbilhão de 35 partidos políticos que têm interesses em ocuparem seus espaços políticos e por divergências ideológicas e pessoais;

·com crise econômica, fruto das consequências da Pandemia do novo Coronavírus, com a paralização parcial e geral das atividades sociais e humanas, em todos os setores da economia;

·com crise de Isolamento: fruto do novo Cononavírus, quando a maioria da população foi submetida ao lockdown, com fechamento de escolas e do comércio, interrupção da produção industrial e fechamento de fronteiras;

·com crise sanitária, fruto do novo Coronavírus, que vitimou mais de 80.000 brasileiros, com uma projeção para 180.000 óbitos, colocando a população em lockdown e sem condições de trabalhar para ganhar o sustento para o pão de cada dia.

MÃO-DE-OBRA QUALIFICADA

Neste contexto, o Brasil necessita, no período do pós-pandemia, previsto a partir do mês de agosto de 2020, de mão de obra qualificada, em todos os níveis,  para atender as necessidades do mercado produtor, em nível nacional.

MÃO-DE-OBRA DESQUALIFICADA

A maioria dos adolescentes egressos da Escola da  era do Partido dos Trabalhadores (PT), profissionalizados com a metodologia PAULO FREIRE, não estão, na verdade, devidamente capacitados para atender as demandas do mercado, segundo se propagam nas redes sociais,. Estes profissionais são, portanto, ex-alunos que não aprenderam o nome da capital do Piauí, de Pernambuco, de Santa Catarina e os nomes da maioria dos demais estados da Federação.

Para tanto, estamos vivenciando um verdadeiro TSUNAMI de jovens e adolescentes, egressos da metodologia PAULO FREIRE e que não estão devidamente qualificados para contribuir com sabedoria, competência e eficiência para tirar o Brasil do atoleiro e o colocar nos trilhos do desenvolvimento.

Antônio de Almeida Sobrinho é Engenheiro de Pesca e Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e escreve semanalmente neste veículo de comunicação.

Fonte: Antônio Almeida - Colaborador

Link: http://www.newsrondonia.com.br/noticias/a+educacao+do+brasil+tsunami+da+era+pt/155161

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