Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019 - 15:42 (Polícia)

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GRÁVIDAS E CRIANÇAS ESTÃO ENTRE OS 24 MORTOS EM MASSACRE NA PAPUA-NOVA GUINÉ

As províncias centrais da Papua-Nova Guiné são bastante remotas e seus costumes são baseados em identidades regionais. Conflitos entre grupos tribais, geralmente motivados por roubos, estupros ou disputas territoriais, não são incomuns. A situação se intensificou nos 50 anos, período em que a população do país mais que dobrou.

Ao menos 24 pessoas, incluindo mulheres grávidas e crianças foram executadas em um vilarejo remoto na Papua-Nova Guiné. Elas são as vítimas mais recentes de uma disputa tribal que se perpetua no país do Oceano Pacífico. Em resposta, o primeiro-ministro James Marape prometeu "ir atrás" dos culpados e puni-los.

Segundo a agência de notícias local EMTV, sete pessoas — quatro homens e três mulheres — foram mortas no vilarejo de Munima no domingo. Na segunda-feira, outras 16 crianças e mulheres foram assassinadas no vilarejo de Karida. Duas das vítimas estariam grávidas.

A violência afeta o país da Oceania há muito tempo, mas a escala dos ataques desta semana chocou a população. Fotos postadas no Facebook mostram os corpos das vítimas, incluindo várias crianças, enrolados em pedaços de pano no acostamento de uma rodovia.

Segundo a agência AFP, a causa dos ataques em Karida, a cerca de 630 quilômetros da capital Port Moresby, ainda não é conhecida, mas especula-se que tenham sido motivados por uma disputa pelo controle do monte Kare, rico em ouro.

Os alvos das execuções mais recentes teriam oferecido abrigo para vítimas de episódios de violência que aconteceram na semana passada.

— Foi retaliação por um ataque prévio... foi um repentino — disse à Reuters Philip Undialu, governador da província de Hela, no centro do país, onde aconteceu o massacre. — Ambos ataques foram realizados em comunidades inocente onde as pessoas não estavam esperando algo do tipo. Todos nós estamos em estado de choque.

As províncias centrais da Papua-Nova Guiné são bastante remotas e seus costumes são baseados em identidades regionais. Conflitos entre grupos tribais, geralmente motivados por roubos, estupros ou disputas territoriais, não são incomuns. A situação se intensificou nos 50 anos, período em que a população do país mais que dobrou.

A Papua-Nova Guiné é um dos países mais pobres da Ásia, onde cerca de 40% da população vive com menos de US$ 1 por dia, segundo as Nações Unidas. Em 2018, boa parte das províncias centrais da nação foram bastante afetadas por um terremoto.

O primeiro-ministro Marape, que assumiu o poder no início de maio, não poupou palavras para se referir aos culpados pelo massacre:

"Em memória dos inocentes que continuam a morrer nas mãos de criminosos com armas, sua hora chegou", diz um texto postado em sua página oficial do Facebook. "Antes, eu tinha que prestar contas a alguém, mas agora eu não tenho que me reportar a ninguém, com a exceção daqueles que vocês matam. Eu não tenho medo de usar as medidas legais mais duras em vocês... eu vou atrás de vocês.

Fonte: 013 - Extra Globo

Link: http://www.newsrondonia.com.br/noticias/gravidas+e+criancas+estao+entre+os+24+mortos+em+massacre+na+papua+nova+guine/133013

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