Domingo, 19 de Novembro de 2017 - 14:44 (Geral)

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PORTO VELHO AINDA NÃO TEM TECNOLOGIA NEM INSTRUÇÃO NORMATIVA PLENA PARA MANEJO DE JACARÉ

Sobre essa questão, especialistas defendem que a atividade seja praticada por ribeirinhos em áreas de desenvolvimento sustentável.


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Porto Velho, Rondônia – As especulações sobre a captura e abate de jacarés em áreas de proteção ambiental, vire e mexe, causa polêmica entre os grupos de interesse; seja por desconhecimento da legislação, seja pela negativa de informações, seja em números contidos em bancos de dados.

Sobre essa questão, especialistas defendem que a atividade seja praticada por ribeirinhos em áreas de desenvolvimento sustentável. No caso específico deste município, ‘a oferta da carne desse bicho em mercados deveria ser considerado normal’ diante da superpopulação das espécies Jacaré-Açú, Tinga ou Coroa, sobretudo na RESEX Cuniã.

Sobre noção em cima da legislação ambiental do município, por ocasião da visita à RESEX Cuniã, do secretário Municipal de Agricultura (SEMAGRIC), Francisco Evaldo de Lima (ex-Subsecretário da Agricultura no governo Ivo Cassol), ‘atingiu a raiz da questão ao transferir a renovação da licença à COOPER-Cuniã até que esta cumpra ajustes no projeto’.

Sobre, este site de veiculação de imprensa foi informado durante a semana que, a Procuradoria Geral do Município (PGM) deverá se manifestar sobre a polêmica  aberta sobre os supostos ajustes impostos à COOPER-Cuniã. Criadores e abatedores contatados na SEMAGRIC afirmaram que, ‘com a subida das águas, a despesca pode ser inviabilizada caso a licença não seja emitida a tempo’.

Por conta e risco dos grupos de interesse, nesta segunda-feira (20), uma delegação de criadores e abatedores de jacaré será recebida pelo vereador Márcio do SITETUPERON em busca de apoio junto à Câmara e ao prefeito Hildon Chaves.

No Amazonas, desde o ano de 2011 fez resolução e uma instrução normativa, com apoio do Conselho do Meio Ambiente, ‘que regulamentam o manejo, abate e processamento de jacarés em unidades de conservação no âmbito do Estado’.

De acordo com a Repórter Francymeire Nery (Meire Nery) apurou junto ao governo, ‘as normas foram idealizadas, segundo a Resolução e a Instrução Normativa vigentes, a partir da formação de um grupo de trabalho (GT), criado com o objetivo de criar regras para o manejo’, além de listar todas as necessidades e encontrar soluções ara definir o manejo e o beneficiamento’.

A perda com a não despescagem do jacaré este ano por causa da suposta negativa de renovação da licença ambiental para este ano deve ser imensurável, alertaram criadores, à época, ao NEWS RONDÔNIA.

Especialistas, atestam ainda que ‘falta ao município através da secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) tecnologia a ser aplicada ao manejo de jacaré, ferramenta que ainda não chegou nem tem previsão para isso acontecer’, admitiram.

Além do abate de jacaré, as comunidades de dentro e do entorno da Reserva Extrativista Cuniã, segundo parte de pesquisadores e gestores ambientais credenciados ouvidos, ‘o município está longe de facilitar treinamentos práticos a manusear o GPS e ferramentas de informática em atividades de manejos de jacaré ou de pirarucu no município’.

Enfim, uma fonte anônima disse ao NEWS RONDÔNIA que ‘além de adultos, jovens entre 16 e 21 anos, esperam ter  treinamento vez que não existe oportunidade de emprego na cidade devido à baixa escolaridade em meio às famílias’.  

Fonte: NewsRondônia

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