Terça-Feira, 05 de Dezembro de 2017 - 10:33 (Colaboradores)

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ORIENTAÇÃO SEXUAL - Por Max Diniz Cruzeiro

A orientação sexual tem o seu desenvolvimento inicial percebido pelo comportamento de predileção da criança na fase em que está formando o complexo de édipo e se acentua quando o adolescente passa pela puberdade.


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É o aspecto modal de preferência pelo relacionamento sexual por um indivíduo ou mais indivíduos, que tenha predominância de seu fenótipo sexual: masculino e/ou feminino; que faz uma pessoa necessitar proximidade relacional com o tipo e estilo ao qual o seu condicionamento social ou biológico está acostumado a interagir para a formação de laço afetivo.

A orientação sexual tem o seu desenvolvimento inicial percebido pelo comportamento de predileção da criança na fase em que está formando o complexo de édipo e se acentua quando o adolescente passa pela puberdade.

Como são inúmeras as variáveis e circunstâncias, bem como variações de comportamento grupal dentro da família, é quase impossível prever que tipo de orientação sexual uma criança pode adotar inicialmente para si como postura a ser desenvolvida em sua fase adulta.

O diálogo entre pais e filhos dentro de uma tónica de construção da “verdade grupal” de sua unidade familiar pode facilitar e muito que a orientação sexual de novos membros da família possam ser canalizadas para não destoar tanto da realidade grupal.

Também se sabe que o fator interativo da sociedade é um forte componente que influencia também no processo de escolha de um indivíduo na sua orientação sexual para a sua vida adulta.

Além dos aspectos sociais, também existem componentes genômicas, que podem sinalizar de forma forte ou tenra determinados mecanismos fisiológicos que podem condicionar o indivíduo dentro de um modelo percebido de orientação sexual. Mas não é uma lógica predominante em 100% dos casos. E varia em termos de determinação percentual com os fatores físicos em que os indivíduos têm contato durante um segmento histórico de vida.

A orientação sexual geralmente segue um padrão modal, em que as variantes podem conviver pacificamente na estrutura da sociedade, ou serem percebidas como elementos que devem ser combatidos e eliminados da estrutura da sociedade, o que vai depender o comportamento social, é a forma que a política de desenvolvimento social orientar educacionalmente como o comportamento dos indivíduos devem ser estimulados dentro da sociedade.

O estilo de preferência corporal fica impregnado no indivíduo após a adolescência, e passa a nortear a decisão do indivíduo em procurar uma pessoa que represente a sua necessidade de fusão ou cópula.

Isto não significa que a preferência ficará estática ao longo de toda uma vida, mas que irá gerar um modelo ao qual o indivíduo poderá partir como uma medida persecutória para observar o tipo que pessoa que irá ter realce dentro dos regramentos da lei de atração que o façam desejar proximidade.

A lei de atração por outro lado irá guiar o indivíduo pela localização de traços corporais, psíquicos e de comportamento que podem ser visualizados no indivíduo que o fator atrativo é deslocado para uma aproximação. Por outro lado, os elementos-valores que não são localizados em um indivíduo alvo provocam um afastamento ou distanciamento de efeito relacional, no qual faz despertar sobre a subjetividade mecanismos de repulsa e necessidade de não acoplamento dos corpos.

Pode-se pensar em cada indivíduo idealizado como uma sequência de geons que trazem coordenadas mentais, que devem ser encaixados para que a libido seja despertada dentro do cérebro humano e assim fazer com que se ative as áreas eróticas para que a aproximação possa converter em acasalamento.

Quando os geons não se encaixam sensorialmente, o interesse não é despertado, e em vez disto o indivíduo passa a ocupar a sua mente com outro tipo de atividade que não irá despertar um tipo de “compulsão sexual”.

Poucos indivíduos conseguem sair deste eixo de proximidade, e passam a trabalhar em uma esfera de curiosidade que faz mover a necessidade de deter para si novas experiências e novas experimentações.

Quando os geons se completam dentro da ideação de uma pessoa o efeito do acasalamento se torna integral e geralmente as pessoas realizam um pacto de núpcias em que os indivíduos passam a se integrar em um modelo familiar exclusivo.

A orientação sexual se forma a partir de codificantes funcionais, no qual o ser humano passa a projetar sua consciência em torno de uma idealização de possuir o elemento-função desejado, que só pode ser apropriado pela aproximação do outro na forma de um laço relacional.

No laço a proximidade dos corpos é fundamental para o processo de aquisição perceptiva. Então surge um certo querer, de estar perto e nutrir sentimentos que a experiência visualiza ainda mais a permanência da proximidade. Então pode-se pensar esse mecanismo como uma bússola que orienta a direção em que um ser humano deva perseguir sua idealização de pensamento cujos elementos estão contidos no outro e que deve ser satisfeito.

E uma vez que o pensamento encaixa a necessidade, o outro é absorvido pela práxis do ato sexual. No qual o indivíduo passa por uma fundamentação de se encaixar a necessidade que só pode ser encontrada no plano externo enclausurada na interface orgânica do outro.

Os elementos não estão ordenados, e se apresentam de forma difusa entre aspectos orgânicos, biológicos, físicos, sociais, emocionais, vibracionais, .... ao estabelecer uma relação de resgate de sensações e percepções fractais, o encaixe das necessidades e desejos fusiona a ideação do sujeito.

A orientação sexual segue uma equação que deve ser atingida, para que o sujeito encontre em sua formulação, a realização que determina a necessidade de seu próprio existencialismo, resgatando aquilo que não pode ser encontrado dentro que está no outro e deve ser absorvido.

Fonte: 010 - Max Diniz Cruzeiro

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