Quarta-Feira, 18 de Outubro de 2017 - 15:12 (Geral)

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LIVRE

O ESTADO QUE OPRIME E CRIMINALIZA SEUS CIDADÃOS

No caso específico do Estado Brasileiro laico e Democrático, a democracia é uma falácia, é um estado inadimplente no aspecto social e econômico, marginalizador e excludente de minorias.


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O estado laico, o religioso e o ditatorial, atualmente estes são os 3 tipos de estados predominantes que regem a sociedade e a ordem mundial. Todos sem exceção, acabam de uma forma ou de outra oprimindo e criminalizando uma parte significativa de seus cidadãos ao criarem leis e normas que devem ser respeitadas e cumpridas, não importando com a opinião individual ou de um grupo de indivíduos que pensam e agem diferentemente das normas e leis estabelecidas sem o seu aval, sem o seu consentimento, e o que é pior sem o direito de se manifestar contrário.

No estado laico e ''democrático'', que de democrático na realidade não tem nada, tendo em vista, que em sua grande maioria os eleitos incumbidos de representar o povo não o fazem e acabam agindo para beneficiar pequenos grupos com relevante poder econômico, e classes elitistas que desempenham cargos e funções e estão no topo da pirâmide social.

No estado religioso, a coisa pode e é pior, pois ele é administrado com mão de ferro, e para aqueles que discordam dos seus dogmas e conceitos religiosos, as punições são severíssimas podendo chegar a pena de morte, prisão perpétua, segregação e exílio e outras tantas diferentes formas de punição, ou seja o estado oprime e criminaliza quem age e pensa diferente de suas doutrinas. Nas ditaduras, onde a figura do ditador e não a de Deus ou das Divindades a coisa não é diferente. Nela a figura central que ocupa o poder e determina o que deve ou o que não se pode fazer. Neste caso, ele é o Deus, ele é a divindade e suas ordens devem ser cumpridas sem questionamentos. Para exemplificar só citarei Cuba e Koréia do Norte.

No caso específico do Estado Brasileiro laico e Democrático, a democracia é uma falácia, é um estado inadimplente no aspecto social e econômico, marginalizador e excludente de minorias. Atua fortemente beneficiando as classes mais abastadas, onde a sua presença pode ser constada de diversas maneiras, a coleta de lixo funciona, o esgotamento sanitário está presente, a iluminação pública funciona, a segurança é maior, a pavimentação asfáltica chega primeiro, as melhores escolas estão ali e por aí vai.

Só para citar alguns exemplos da marginalização do cidadão pelo estado vou citar alguns exemplos clássicos, começando pelos pequenos produtores rurais que se dedicam a produção de leite e a fabricação de alguns derivados como manteiga e queijos. O produtor não pode comercializar o seu produto in-natura diretamente ao consumidor, sob a pena de sofrer pesadas multas e ter o seu produto confiscado, não importa para o governo se eu gosto de consumir o leite puro do jeitinho que saiu da teta da vaca, o estado impõe que eu deva consumir o leite industrializado, embalado numa caixinha, de acordo com as suas regras e imposições, o produtor é obrigado a vender a sua produção aos laticínios recebendo por ele, a quantia que a indústria determina, o consumidor final acaba pagando o triplo pelo produto, o produtor perde em torno de 100% do valor do litro que poderia ser vendido diretamente ao consumidor, e nesse meio tempo, o estado arrecada a sua parte e a indústria fica com a outra parte do lucro.

Sem contar, que muitas dessas indústria inserem em seus produtos uma gama de produtos químicos maléficos a nossa saúde visando obter um maior lucro, soda cáustica e por ai vai.

Em suma, não basta eu você e muita gente trabalhar com o intuito de gerar o nosso sustento, eu tenho que fazer isso do jeito que o estado quer, obedecendo suas normas e regras, providenciando o licenciamento disso, daquilo, obtendo o alvará disso e daquilo e haja dinheiro para sustentar o sistema sanguessuga estatal. Assim é no setor produtivo, quer seja no sistema extrativista, ou de produção própria. 

Fonte: Henrique Ferraz / NewsRondonia

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