Sabado, 21 de Outubro de 2017 - 18:41 (Polícia)

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ENFIM, FEDERAIS DESTRONAM UM DOS ÍCONES DO NARCO NO SUL DO AMAZONAS; FALTA O DESMONTE DE OUTROS CARTÉIS

No rescaldo, segundo analistas, ‘a gigantesca operação só obteve o sucesso esperado por ter sido liderada por forças federais’, vez que na região ‘o poder de mando do preso é incalculável sobre parte das autoridades locais e da classe política nativa’.


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Lábrea, Sul do Amazonas – Enfim, a Polícia Federal brasileira deu um grande baque num dos principais ícones ainda impune do narcotráfico, lavagem de dinheiro e do cartel de postos de gasolina que dominaria parte da Capital rondoniense e regiões estratégicas das bacias do Rio Madeira e Purus, no lado amazonense.

Raimundo José da Cruz Santiago, o temido vereador Bem-Ti-Vi (do PMDB do senador Eduardo Braga e Michel Temer) foi preso durante a ‘Operação FORTRESS’ da Polícia Federal deflagrada em várias Capitais do país.

No rescaldo, segundo analistas, ‘a gigantesca operação só obteve o sucesso esperado por ter sido liderada por forças federais’, vez que na região ‘o poder de mando do preso é incalculável sobre parte das autoridades locais e da classe política nativa’.

Bem-Ti-Vi, de acordo com relatórios reservados em poder de parte de adversários, ‘o poderio financeiro dele é inestimável’, além dessa mensuração de Capital pessoal, sempre ostentou a polêmica posição de o mandatário mais votado e temido entre todos e por até seis mandatos consultivos’.

Ele, igualmente, teria seu raio de ação política, além do cartel da droga e de combustíveis, alertam fontes deste site de notícias e mídia, na compra de ouro e outros minérios junto à uma das cooperativa de garimpeiros da Amazônia considerada, há anos, ‘a gigante das dragas fincadas no rio Madeira, Mato Grosso (Rio Teles Pires) e Pará (Itaituba e outros municípios), estes na Amazônia Oriental’.

Raimundo Cruz, o mais rico e poderoso do clã dos Cruz de Humaitá, na inicial dos negócios, teria seguido os passos do irmão alcunhado de Dom João – o mais votados vereadores até 2012. Com mais tempo de mandato no Legislativo humaitaense, ele agia como um verdadeiro déspota. Em estando nas ruas ou em plenário, afirmava que ‘não devo nada a eleitores’, já que sua fama era de bom pagador de compra de votos’.

Ao lado de outros investigados e presos em operações das forças federais na Capital rondoniense no sul do Amazonas, ao contrário levava uma vida reservada e preferia está fora do right society (alta sociedade), atestam informações de um dono de hotel em Lábrea – que também teria sido  colega do vereador preso, mas que nada investe em Humaitá.  

Mesmo exibindo tamanho poderio econômico jamais conseguiu se inserir no mundo social e financeiro na capital Manaus. Opositores de plantão afirmam, contudo, ‘a Polícia Federal deve promover operações permanentes na região’.

Segundo fontes anônimas, em Labrea, ‘já que a suposta rota da cocaína teria mapa inicial do Rio Javari, entre Brasil, Colômbia e Peru, com a utilização de avionetas (pequenas aeronaves) programadas para voos rasantes sobre as copas das árvores, essas incursões nem sempre seriam interceptadas, apontam as fontes anônimas.

Bem-Ti-Vi, segundo analistas pedagógicos do Campus da Universidade Estadual, em Humaitá, ‘não é muito afeito às escritas, mas um feroz gestor de dinheiro, não importa a sua origem’.

Enquanto Bem-Ti-Vi teria investido na venda de combustível desde a localidade de Auxiliadora, Distrito da divisa de Humaitá com Manicoré, ‘Beira-Mar comprava fazendas em Nova Manicoré, Guajará-Mirim, Pimenteiras do Oeste e transitava com desenvoltura no mundo político da região, de Vilhena a Porto Velho. Inclusive tendo um agenciador já preso no Urso Branco que atuaria na compra de passagens aéreas ao bando de Beira-Mar.

Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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