DESENVOLVIMENTO: GOVERNO OUVE PROPOSTAS DO SETOR PRODUTIVO - News Rondônia Em sua fala, o governador elegeu duas ações fundamentais: “investimento na educação, principalmente o ensino médio experimental renovado, e a recomposição de áreas degradadas de pastagens e capoeiras em todo o Estado”, explicou. “Com isso, nossa produção agropecuária poderá se intensificar, se verticalizar, sem provocar impacto sobre a floresta em pé”.

Porto Velho,

Quinta-Feira , 15 de Março de 2012 - 08:09 - Geral


 

DESENVOLVIMENTO: GOVERNO OUVE PROPOSTAS DO SETOR PRODUTIVO

Em sua fala, o governador elegeu duas ações fundamentais: “investimento na educação, principalmente o ensino médio experimental renovado, e a recomposição de áreas degradadas de pastagens e capoeiras em todo o Estado”, explicou. “Com isso, nossa produção agropecuária poderá se intensificar, se verticalizar, sem provocar impacto sobre a floresta em pé”.

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O governo do Estado deu um importante passo na manhã desta quarta-feira (14), em Rolim de Moura, na direção de uma ampla e inédita política de desenvolvimento para Rondônia. O esperado encontro entre governo e lideranças dos diversos setores produtivos, técnicos e acadêmicos, serviu como base para o início do detalhamento de estratégias que deverão nortear o crescimento do Estado pelos próximos anos.
 

Governo ouve propostas do setor produtivo


Realizado na Faculdade Farol, o evento teve como destaque as presenças do governador Confúcio Moura e do ex-ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, professor titular da Escola de Direito de Harvard (EUA) e vice-presidente do Conselho Estratégico de Desenvolvimento Sustentável de Rondônia (Conedes).

“Viemos hoje aqui não para falar, mas para ouvir”, disse Mangabeira Unger, para uma plateia formada por prefeitos, secretários de Estado, vereadores, empresários e produtores rurais, além de profissionais das mais diversas áreas e estudantes. “Vim aqui para provocar esse debate e, sobretudo, para aprender. Estou começando a conhecer o Estado, município por município. A solução não deve vir de um “iluminado” de fora, mas construída de dentro”, declarou.

Em sua fala, o governador elegeu duas ações fundamentais: “investimento na educação, principalmente o ensino médio experimental renovado, e a recomposição de áreas degradadas de pastagens e capoeiras em todo o Estado”, explicou. “Com isso, nossa produção agropecuária poderá se intensificar, se verticalizar, sem provocar impacto sobre a floresta em pé”.

Setores produtivos importantes, como a pecuária, frigoríficos, laticínios, madeireiro, ceramista e agrícola participaram ativamente dos debates e apresentaram os primeiros números que deverão ajudar a compor o planejamento estratégico do Estado. Ao final do encontro, ficou definida a formação de grupos de trabalho com representantes do setor produtivo e do governo.

Mangabeira

“Rondônia reúne todas as condições para ser a vanguarda de um novo modelo de desenvolvimento no Brasil, baseado na ampliação de oportunidades para trabalhar, produzir e aprender”, afirmou Mangabeira. “O nosso povo não quer caridade, quer instrumentos e capacitação”, declarou. “Rondônia é um Estado formado por uma multidão de pequenos e médios empreendedores aliados ao Estado brasileiro, e isso é algo realmente excepcional em nosso país”.

Ao mesmo tempo, o ex-ministro afirmou que Rondônia se encontra numa “encruzilhada”. “O atual estado de primarismo produtivo e cultural deverá ser vencido, não apenas por agentes de fora, mas por uma transformação comandada de dentro”.

Para que isso ocorra, Mangabeira apontou alguns eixos essenciais. O primeiro deles passa pela mudança do modelo agropecuário, a partir da recuperação das pastagens degradadas e da oferta de calcário e fertilizantes, diversificando as lavouras perenes e substituindo a pecuária extensiva por um modelo intensivo, sobretudo com a industrialização dos produtos agropecuários.

O segundo ponto é a construção de uma verdadeira revolução educacional a partir do ensino médio, citando a inauguração da Escola Anísio Teixeira, em Porto Velho, como primeiro passo para essa transformação, que deverá “substituir o decoreba e o enciclopedismo pelo ensino analítico e capacitador”.

Mangabeira acredita que esse experimento bem-sucedido em Rondônia servirá de modelo para o Brasil. “Do Brasil ainda não resolvido, do Centro-Oeste, da Amazônia e do Nordeste, e a partir daí apelar para a consciência dos brasileiros. Mais do que isso, um projeto para estimular a genialidade do nosso povo, uma afirmação da nossa identidade nacional”. O ex-ministro citou ainda como fundamental a regularização fundiária, sem a qual tudo que for feito será sobre “areia movediça”.

Fonte: decom

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