A PÉROLA DO MAMORÉ - News Rondônia Uma rodovia federal com muitos riscos às pessoas que trafegam por ela, tanto pelas péssimas condições da estrada, como também por falta de segurança.

Porto Velho,

Sexta-Feira , 26 de Julho de 2013 - 08:45 - Cultura


 

A PÉROLA DO MAMORÉ

Uma rodovia federal com muitos riscos às pessoas que trafegam por ela, tanto pelas péssimas condições da estrada, como também por falta de segurança.

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Espero que nossos políticos leiam esse artigo sobre o município de Guajará Mirim, carinhosamente chamada de “Perola do Mamoré”.  Nossa intenção é pedir às nossas autoridades para que façam alguma coisa pelo município e pelo seu povo ordeiro e trabalhador.


Guajará Mirim na década de 60. Vista aérea da Avenida Mendonça Lima e ao lado o antigo Mercado Público na esquina das avenidas Presidente Dutra e Leopoldo de Matos.  (Fonte: Acervo próprio)

Estive visitando-o no último final de semana e fiquei impressionado com as condições da rodovia. Na BR 364 a viagem é tranquila. O problema começa quando se acessa a BR 425. Uma rodovia federal com muitos riscos às pessoas que trafegam por ela, tanto pelas péssimas condições da estrada, como também por falta de segurança.

Viajar a noite se torna mais perigoso ainda, falta sinalização e em alguns trechos, onde a rodovia foi elevada a mais de cinco metros não tem proteção lateral. Nesses trechos elevados a rodovia passa acima da copa das árvores. Talvez alguns digam que já estão trabalhando e recuperando a rodovia.

Porque esperar tanto tempo para recuperar uma rodovia federal tão pequena? Sua extensão é de pouco mais de 130 quilômetros.


Amigos reunidos no Guajará Hotel em dezembro de1970. Da esquerda para direita: Omar Morhy, Átila Fialho, João Carlos Marques Henriques e eu. (Fonte: Acervo próprio)

Os comerciantes daquele município, o que já são poucos, estão passando dificuldades e muitos já fecharam as portas. Conversei com empresários do ramo de serviços (hotéis, bares e restaurantes) e dizem que o movimento caiu em mais de 50%. Torna-se muito difícil investir num município, onde o único meio de acesso é através de uma rodovia que se encontra nessas condições.

Porque será que nossas autoridades pouco se preocupam com a querida “Pérola do Mamoré”?  Será que viraram as costas para aquele município?

E aqui, não me refiro só a estrada, mas a falta de apoio para a saúde, infraestrutura, projetos para alavancar o turismo e outras necessidades pertinentes ao município. É preciso aporte financeiro, e para isso é necessário celebrar convênios e emendas federais e estaduais.

Guajará Mirim é o segundo mais antigo município do nosso estado, sendo mais novo apenas que Porto Velho. Foi criado no dia 12 de julho de 1928 como município do Estado do Mato Grosso. Portanto completou 85 anos de emancipação. Passou a integrar o novo Território Federal do Guaporé criado em 13 de setembro de 1943. A partir de 1944 o Território ficou apenas com dois municípios: Porto Velho e Guajará Mirim. Somente 1977 foram criados cinco novos municípios.

Aprendi a gostar da “Pérola do Mamoré” quando ainda era criança e só se chegava lá nos trens da EFMM. Na década de 60 e inicio dos anos 70, viajarmos nas férias para Guajará. Uma cidade totalmente plana, excelente para se andar de bicicletas, sem falar nos demais atrativos: a Bolívia, tomar banho no igarapé Palheta, na sede campestre do Bancrévea, assistir filmes de “bang-bang” no Cine Guarany, ir para aos bailes de réveillon no Helênico Clube Libanês e também se hospedar no Guajará Hotel, administrado pela saudosa Senhora Helena Ruiz. No local do antigo hotel atualmente é a Escola Durvalina Estilbem de Oliveira, uma homenagem à mãe do Governador Jorge Teixeira de Oliveira.


Amigos na “Pérola do Mamoré” na semana passada. Da esquerda para direita: Lúcio Jorge, Sandro Menacho (canta e toca muito), eu e o casal anfitrião Sales (Jacaré) e sua esposa Claudia Sousa. (Foto: Cleymara Lopes)

Ainda hoje esse município mantém as antigas tradições de se sentarem nas calçadas durante a noite para conversar. Tivemos a oportunidade de repetir esse hábito que conhecemos ainda muito jovem, ou melhor, desde a infância. Época em que não havia televisão nem luz elétrica e se dormia de janela aberta para amenizar o calor... Bons tempos...

Meu abraço as famílias pioneiras: Vassilakis, Melhem, Saldanha, Bouchabik, Manussakis, Bennesby, Badra, Helou, Salomão, Salim, Morhy, Pontes, Casara, Quintão, Suriadakis, Palácio, Fialho, Leal, Azzi, Villar e outros.

Esperamos que nossos políticos deem mais atenção ao município de Guajará Mirim...

Até a próxima semana.

ANÍSIO GORAYEB

Fonte: ANÍSIO GORAYEB

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